Crime aconteceu em clínica localizada na Avenida Pinheiro Machado, na Vila Belmiro, em Santos (Reprodução e Daniel Rodrigues/AT) O sargento da Polícia Militar (PM) Samir Carvalho, acusado de matar a esposa, Amanda Fernandes Carvalho, e tentar assassinar a filha de 10 anos em uma clínica médica, em Santos, no litoral de São Paulo, no dia 7 de maio deste ano, se recusou a realizar o exame de sanidade mental ao qual havia sido submetido pela Justiça. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A negativa ocorreu por orientação do próprio advogado, segundo documentos obtidos pela TV Tribuna. O procedimento havia sido solicitado inicialmente pela defesa do PM, que pediu a instauração do incidente de insanidade mental para avaliar se o acusado tinha capacidade de compreender o caráter criminoso dos atos na data do homicídio. Crime brutal O ataque aconteceu em uma clínica localizada na Avenida Pinheiro Machado, no bairro Marapé. Samir foi preso em flagrante após matar a esposa com três tiros e 51 facadas. A filha do casal foi baleada, sobreviveu e recebeu alta após seis dias de internação. O sargento está detido no Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, na capital paulista. Manifestação do Ministério Público Na última sexta-feira (5), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se manifestou sobre a recusa do acusado em se submeter à perícia psiquiátrica. No documento, o promotor de Justiça Fabio Perez Fernandez afirmou que Samir “pode e deve responder criminalmente pelos atos”. O representante do MP utilizou termos coloquiais para criticar a negativa do PM: "Quem é doido, é doido. Não passa a ser louco, muito menos deixa de ser maluco, a depender do que estiver escrito em algum outro papel." Segundo o promotor, o acusado apresenta o comportamento de “zureta por conveniência”, expressão utilizada para indicar tentativa de escapar da responsabilização penal. Ele também defendeu que o caso seja levado ao Tribunal do Júri. A defesa de Samir, representada pelo escritório Oliveira Campanini Advogados, informou que não comentaria o caso até a última atualização. Premeditação comprovada, diz polícia A delegada Deborah Lázaro, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, já havia afirmado que Samir premeditou o crime. Ele foi ao local armado com um revólver e um punhal, que foram usados no ataque. Segundo a investigação, o sargento acreditava que estava sendo traído, hipótese que foi descartada durante o inquérito. Não havia qualquer indício de relacionamento extraconjugal por parte de Amanda. A delegada destacou que a reconstituição do crime, realizada em 22 de maio, foi fundamental para esclarecer a dinâmica dos fatos.