Robinho cumpre pena na penitenciária P2, em Tremembé, considerada o "presídio dos famosos" (Reprodução / Youtube) A Justiça de São Paulo reduziu em 69 dias a pena de prisão de Robinho após pedido da defesa do ex-jogador, preso na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé. A decisão, datada de outubro, considerou 464 horas de estudos, 11 cursos e a leitura de cinco livros, atividades concluídas pelo ex-atleta, condenado a nove anos por um estupro coletivo cometido na Itália. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Do total de dias remidos da pena, 49 foram por estudos e 20 pelas leituras feitas por Robinho. Não há informações sobre quais foram os cursos realizados pelo ex-jogador, nem quais os livros lidos. A redução de pena através da leitura é prevista pela Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com quatro dias a menos de detenção para cada obra comprovadamente lida. Também é prevista a redução de pena para detentos que realizam estudos de conteúdos do ensino médio, nível superior ou pela realização de cursos profissionalizantes. Não é a primeira vez que a defesa de Robinho pede redução da pena. No início do ano, o ex-jogador pediu o decréscimo do número de dias em regime fechado após receber o diploma de conclusão do curso profissionalizante de 'Eletrônica Básica, Rádio e TV'. Defesa tenta transferência de Robinho A Justiça paulista negou recentemente um pedido da defesa de Robinho para que ele fosse transferido a outro presídio no Estado. Os advogados alegaram que o ex-jogador apresenta boa conduta e não possui registros disciplinares, sugerindo que a transferência fosse feita para centros de ressocialização em Bragança Paulista, Limeira ou Rio Claro. Robson de Souza cumpre pena por estupro coletivo ocorrido em 2013, em Milão, condenação definida pela Justiça italiana. Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a sentença, autorizando que o cumprimento da pena ocorra no Brasil. De acordo com a administração penitenciária, o ex-atleta está em uma cela de aproximadamente 2 m por 4 m e divide o espaço com outros detentos. Ele também afirma não receber privilégios ou qualquer tipo de tratamento diferenciado dentro da unidade.