Réplicas de armas, munições e o carro furtado foram levados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, onde o homem teve a prisão decretada (Reprodução/2º Baep) Um homem, de 35 anos, foi preso com um carro furtado e diversas réplicas de armas de fogo após ser denunciado em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Entre os itens apreendidos estavam uma réplica de fuzil e munições. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), policiais foram acionados para averiguar uma denúncia de que um homem guardava armas de fogo no interior de um veículo na Rua Virgínia Ramos, no bairro Jardim Glória. Os policiais foram ao local, onde localizaram um Renault Sandero na garagem de uma casa, com indícios de adulteração nos sinais identificadores. A moradora autorizou a entrada da equipe e, ao entrarem no imóvel, os PMs ouviram barulhos vindos do interior. Logo em seguida, receberam informações do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de que objetos estavam sendo arremessados para a residência vizinha. O homem que fazia os arremessos foi localizado e detido. Dentro da casa, os policiais encontraram uma réplica de fuzil e duas placas veiculares. Já o veículo na garagem foi identificado como produto de um furto ocorrido em março de 2025. Na residência vizinha, foram apreendidas uma réplica de pistola, três munições calibre 5,56, sete munições calibre 9mm e uma cápsula deflagrada de calibre 9mm. Segundo a SSP-SP, o homem foi preso e levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande junto às armas, munições e ao veículo, que foram apreendidos. O caso foi registrado como posse ou porte ilegal de arma de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e receptação e localização/apreensão de veículo. Posicionamento Após a publicação da matéria, a defesa do homem capturado, por meio do advogado Matheus Fernandes Caldas, procurou A Tribuna para prestar esclarecimentos sobre o caso. Por meio de nota, a defesa afirma que "não houve qualquer consentimento de morador para a entrada dos policiais militares na residência", e que os policiais militares entraram no imóvel "mediante escalada de muro com o auxílio de escada, sem a devida autorização judicial e à revelia da garantia constitucional da inviolabilidade de domicílio". A defesa do homem também afirma que a réplica de fuzil foi apreendida dentro do imóvel "como mero objeto de decoração, sem qualquer aptidão para disparo". Sobre a pistola e as munições achadas, alega-se que elas não foram achadas no imóvel do suspeito, mas sim em um vizinho, "sem que haja qualquer elemento probatório que comprove terem sido arremessados por ele". Defesa alega que policias entraram no imóvel com auxílio de escada, sem autorização judicial (Arquivo pessoal) Sobre o carro apreendido, a defesa afirma que "não havia notícia de furto ou irregularidade", e que uma suposta divergência numérica referente ao motor só pôde ser verificada após "minuciosa análise pericial". A nota enviada também afirma que o homem teve a liberdade provisória decretada em audiência de custódia. A defesa reafirma que "não havia justa causa para a entrada forçada no domicílio do investigado", alegando que a denúncia anônima "não possui o condão de permitir o ingresso policial sem mandado judicial ou estado de flagrância".