O caso aconteceu no Núcleo de Educação Infantil Conveniado (Neic) Espírita Cristã Maria de Nazaré, na Vila Baiana (Divulgação/ Prefeitura de Guarujá) Um aluno de 3 anos foi agredido por uma professora no Núcleo de Educação Infantil Conveniado (Neic) Espírita Cristã Maria de Nazaré, no bairro Vila Baiana, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A agressão, que causou uma luxação no braço esquerdo do menino, aconteceu na quarta-feira (28). A Prefeitura de Guarujá confirmou, em nota, que a professora foi desligada do corpo docente da unidade. O caso foi registrado na Delegacia Sede do município e segue sendo investigado. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo Janilma, o neto foi levado à creche sem dores, na manhã de quarta-feira (28). Porém, por volta das 16h20, recebeu uma ligação pedindo para buscá-lo, pois estava reclamando de dores no braço. O tio do menino o buscou e a avó o levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Enseada. “Fui pegar ele no colo, mas (ele) chorava muito, dizendo que o braço estava doendo”, conta a diarista. Na UPA, a avó perguntou ao neto o que tinha acontecido na escola, já que ele não estava com dores pela manhã. “Ele falou: ‘Vovó, a tia da creche machucou meu braço’”. “Passei no médico e expliquei o que ele me disse. O médico passou remédio, ele tomou e fomos para casa. Já eram umas 21h”, diz Janilma. Ao chegar em casa, o menino de 3 anos continuou chorando e sem mexer o braço. Quando a mãe chegou do trabalho, o levou com a avó para a UPA Rodoviária, por volta de meia-noite. O médico de plantão solicitou um raio X, que mostrou que o osso estava afastado da mão, por conta de uma luxação. Janilma pediu para o plantonista escrever uma carta, explicando tudo o que houve com o braço do menino. No dia seguinte, quinta-feira (29), a mãe e a avó foram até a creche para falar com a diretora. Depois de mostrar o laudo do médico e o resultado do raio X, Janilma pediu para ver as imagens das câmeras de monitoramento da unidade de ensino. A diretora contou que não poderia mostrar no momento, mas procuraria saber o que houve. Na sexta-feira (30), a diretora ligou para a mãe do menino, que foi novamente à escola com Janilma. “Eles nos chamaram e ela (diretora) mostrou o vídeo. A gente viu muito claro. (É) nítido quando houve a agressão”. “Quando eu vi o vídeo, olhei para eles e falei: ‘Gente, eu não estou bem’. Eu fiquei completamente gelada, como se a minha pressão tivesse caído. Fiquei mal. Cheguei em casa com a minha filha e não dormi direito. Chorei durante a noite, porque eu olhava para o meu neto e o imaginava sem eu estar por perto para proteger ele”, diz a avó. De acordo com Janilma, a professora foi demitida por justa causa. Porém, o menino não quer mais ir para a escola por medo da mulher que foi mandada embora. Segundo a avó do menino, a diretora ofereceu suporte psicológico para a criança. Outro lado Em nota, a Prefeitura de Guarujá confirmou que foram adotadas providências para proteger os direitos do aluno e garantir a segurança de todos os envolvidos. "As imagens das câmeras de segurança da unidade foram analisadas e o caso foi registrado na Delegacia Sede de Guarujá, por orientação do Conselho Tutelar. Além disso, a funcionária em questão não integra mais o corpo docente da unidade", afirmou a Administração Municipal. Sobre a contratação de funcionários, a Seduc esclareceu que tal responsabilidade cabe à entidade mantenedora da unidade, que é conveniada ao Município. Segundo a Prefeitura, para evitar novos casos semelhantes, a Seduc está exigindo que a entidade mantenedora "realize um processo de contratação mais criterioso, com foco em um treinamento contínuo e eficiente dos profissionais, além de exigir maior fiscalização sobre a checagem das imagens das câmeras de segurança".