Professora também teria sido flagrada mexendo na mochila do aluno que xingou e acusou (Reprodução) Um aluno de 13 anos foi chamado de “pau de sebo”, “vareta” e “sagui” por uma professora de Ciências da Escola Municipal (EM) Sirana Koukdjian, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. As ofensas ocorreram após a docente suspeitar que o estudante a teria chamado de “corcunda”, segundo boletim de ocorrência registrado pela mãe do adolescente. A professora também teria acusado o aluno de furtar o estojo de um colega de classe. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu na manhã do último dia 9 e foi relatado à Polícia Civil pela mãe do estudante. No boletim de ocorrência, obtido por A Tribuna, ela afirma que o filho foi vítima de diversas injúrias, calúnia e difamação por parte da educadora. Segundo a mãe, o filho estava em sala de aula quando alguém — ainda não identificado — teria chamado a professora de “corcunda”. Diante disso, a docente acusou o adolescente, apontando-o como autor do xingamento e responsável pelo furto do estojo. Em seguida, na frente de outros alunos, teria chamado o estudante de “pau de sebo”, “vareta” e “sagui”. A mãe relatou ainda que, ao procurar a escola para entender o que havia ocorrido, foi recebida pelo vice-diretor, que confirmou a situação. Ele contou que a coordenadora presenciou toda a cena e que a professora estava alterada e agressiva, precisando ser contida. No registro policial, a mãe também declarou que possui fotos da professora mexendo na mochila do filho sem autorização, no mesmo dia do episódio. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Mongaguá como calúnia, difamação e injúria. Problemas anteriores A mãe, que não quis ser identificada, por questão de segurança, contou que soube do ocorrido ao buscar os filhos na escola. Segundo ela, o filho informou que havia tido problemas com a professora. Por conta disso, a mãe foi na direção da escola saber o que havia acontecido. Ela afirmou que tanto o vice-diretor quanto a coordenadora confirmaram o episódio e que, inclusive, houve uma discussão entre a docente e a funcionária. A mãe também relatou problemas anteriores envolvendo a professora: “Ela não tem comprometimento com o cargo. Quando é aula dela, a sala vive sem professor. Ela atrasa, fica fora da sala, no corredor, mexendo no celular. Isso não é permitido nem para os alunos, quanto mais para o professor”, disse. Ainda segundo a mãe, no dia da confusão, a professora entrou com a mochila nas costas e foi chamada de corcunda. “Meu filho estava de costas, conversando com um colega, quando ela passou a acusá-lo. Disse: ‘você que me chamou disso, você é um sagui, um pau de sebo, esquelético’. Ele falou que ficou com vergonha e que se sentiu humilhado na frente dos amigos”. A professora também teria pedido para o menino sair da sala com ela, gritando pelo corredor, e continuou a acusá-lo, mesmo diante da coordenadora. A mãe destacou que a docente revistou a mochila do filho sem autorização: “Nem autoridade pode mexer na mochila de aluno sem consentimento. Ela simplesmente acusou, abriu a bolsa sozinha e mexeu. Eu recebi fotos desse momento”. Posicionamento A Secretaria de Educação (Seduc) de Mongaguá informou que tomou ciência do caso, conversou com a mãe do aluno e com a professora. De acordo com a pasta, o episódio foi encaminhado ao setor jurídico da Prefeitura, e uma comissão de sindicância foi instaurada para apurar o ocorrido.