Mohamad Hussein Mourad, o Primo, é dono de diversos postos e o principal suspeito de comandar o esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Reprodução/ TV Globo e Yasmin Braga/ TV Tribuna) Alvo da Operação Octanagem, deflagrada nesta terça-feira (21) pela Polícia Civil de São Paulo, o empresário Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, é o principal suspeito de comandar a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) através de uma rede de empresas em nome de parentes e laranjas para movimentar R\$ 52 bilhões do crime organizado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na manhã desta terça, seis postos de gasolina ligados a Mourad foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela polícia. Desses estabelecimentos, cinco ficam no litoral de São Paulo – sendo dois em Santos e três em Praia Grande –, e um em Araraquara, no interior do estado. Segundo a Polícia Civil, os postos estavam no nome de Himad Mourad, primo de Mohamad e um dos principais laranjas do esquema de sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro organizado pela facção. De acordo com a apuração do Jornal Nacional, da TV Globo, a força-tarefa que investigou Mourad afirmou que o empresário chefiava uma rede de empresas que estava presente em todas as etapas da cadeia de produção e venda de combustíveis. À frente dessas empresas, Mohamad colocou parentes como laranjas. Himad é apontado como um dos principais testas de ferro do empresário. Ele foi diretor de uma empresa que controlava 103 postos de combustíveis e sócio de uma locadora de veículos, além de aparecer como cotista de fundos de investimentos. Em um deles, o saldo disponível ultrapassava os R\$ 53 milhões. Conforme noticiado pelo Jornal Nacional, a força-tarefa afirmou que os parentes de Mohamad estavam nas empresas mais lucrativas e eram a primeira camada para ocultar os crimes praticados pelo empresário. Os familiares também serviam como uma blindagem do patrimônio e para facilitar a lavagem do dinheiro. Ainda segundo a investigação, a organização criminosa tinha ainda como laranjas profissionais, pessoas que cediam o nome para as empresas em troca de dinheiro. Operação Octanagem De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o objetivo da Operação Octanagem é atingir o lado “varejista” do PCC, que continua em funcionamento mesmo depois da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto para investigar 15 alvos que aparecem como sócios de 251 postos de combustíveis em diferentes estados do Brasil, sendo 33 na Baixada Santista. A operação é acompanhada por fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) e Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) . Em nota, o Ipem-SP reforçou que a ação tem como objetivo “a vigilância de mercado, combater irregularidades em postos de combustíveis, garantir a proteção dos consumidores e dos comerciantes que trabalham dentro da legalidade”.