Mohamad Hussein Mourad, o Primo, é dono de diversos postos e o principal suspeito de comandar o esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Reprodução/TV Globo e Yasmin Braga/TV Tribuna) A Polícia Civil de São Paulo cumpre, nesta terça-feira (21), cinco mandados de busca e apreensão em postos de combustíveis de Santos e Praia Grande, no litoral de São Paulo. A ação é parte da Operação Octanagem, que investiga estabelecimentos ligados ao empresário Mohamad Hussein Mourad, o Primo, alvo maior da Operação Carbono Oculto e acusado de lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dos cinco postos investigados no litoral de São Paulo, três ficam em Praia Grande e dois em Santos. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão em um estabelecimento localizado em Araraquara, no interior do estado. Segundo a Polícia Civil, os postos estavam no nome de Himad Mourad, primo de Mohamad e um dos principais laranjas do esquema de sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro organizado pela facção. Ainda de acordo com a polícia, o objetivo é atingir o lado “varejista” da organização criminosa, que continua em funcionamento mesmo depois da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto para investigar 15 alvos que aparecem como sócios de 251 postos de combustíveis em diferentes estados do Brasil, sendo 33 na Baixada Santista. A operação é acompanhada por fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) e Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) . Em nota, o Ipem-SP reforçou que a ação tem como objetivo “a vigilância de mercado, combater irregularidades em postos de combustíveis, garantir a proteção dos consumidores e dos comerciantes que trabalham dentro da legalidade”. Operação Carbono Oculto Deflagrada em agosto, a operação mirou mais de 350 pessoas e empresas suspeitas de ajudar o PCC a esconder dinheiro obtido com crimes, por meio de lavagem de dinheiro. Segundo decisão judicial que autorizou buscas e prisões, todos os 15 alvos têm ligação direta com o esquema. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) não afirmou se os 251 postos estão formalmente sob investigação, alegando sigilo. Já a Receita Federal, por sua vez, afirmou que mais de mil estabelecimentos já foram utilizados pelo grupo criminoso, mas não divulgou a lista. Conforme apuração do g1, no Estado de São Paulo são 233 postos, sendo 33 na Baixada Santista: 12 em Santos, 9 em Praia Grande, 6 em Guarujá, 3 em São Vicente, 2 em Cubatão e 1 em Mongaguá. Do total, 11 não têm bandeira, enquanto os demais estão vinculados a Ipiranga (12), Rodoil (9) e BR/Petrobras (1). Nenhuma das distribuidoras foi alvo direto da investigação.