Policiais Militares são recebidos a tiros em baile funk na Vila Esperança em Cubatão

O baile ocorreu no sábado (24) no Caminho São Leopoldo, próximo à UME Estado de Santa Catarina

Policiais militares foram recebidos a tiros ao chegarem em um baile funk que acontecia no sábado (24) à noite na Vila Esperança, em Cubatão. Os PMs não foram atingidos e disseram que não revidaram os disparos para não colocar em risco a vida de inocentes.

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Os autores dos tiros fugiram e não foram identificados. O baile acontecia no Caminho São Leopoldo, próximo à Unidade Municipal de Ensino (UME) Estado de Santa Catarina. No local foram coletados dez cartuchos deflagrados de pistola calibre 9 milímetros.

O atentado ocorreu às 23h15. Policiais permaneceram na comunidade até por volta das 4 horas e não surgiu notícia de que alguém tenha sido atingido pelos tiros. O caso foi registrado pelo delegado Francisco Lanfred, na Delegacia de Cubatão.


‘Enxugar gelo’
Na madrugada de sábado, policiais militares já haviam comparecido à Vila Esperança para reprimir a realização de um baile funk que acontecia no mesmo Caminho São Leopoldo, próximo ao Morro do Índio.

Diversas barracas estavam montadas para a comercialização de bebidas. As pessoas se aglomeravam sem qualquer preocupação com o uso de máscara e a manutenção de distanciamento entre elas, ignorando as recomendações das autoridades de saúde.

Uma carreta era usada como palco e nela havia potente aparelhagem de som. O dono do equipamento disse que uma pessoa, cujo nome alegou desconhecer, o contratou para realizar um “pancadão” (nome dado aos bailes funks clandestinos).


Negócio rentável
A realização de bailes funks em locais públicos sem autorização do Poder Público vai muito além da mera contravenção penal de perturbação de sossego. É um negócio rentável para quem o financia e o explora, que pode envolver vários crimes.

Os eventos costumam atrair grande número de pessoas da própria comunidade e de outras. O aparente lazer propiciado em áreas preteridas pelo Estado e municípios, na realidade, é a oportunidade para o crime organizado impulsionar a venda de drogas.

Em época de campanha, não raras as vezes, determinados candidatos, com a devida permissão de criminosos da área, também patrocinam os pancadões de olho nos seus objetivos eleitorais. 

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