Polícia prende segundo suspeito por morte de comerciante em Praia Grande

O autônomo Edson Reis de Andrade foi assassinado, em dezembro de 2017, após ser baleado na cabeça durante um assalto

Por: Eduardo Velozo Fuccia & Da Redação &  -  18/02/19  -  16:10

O segundo coautor do latrocínio (roubo seguido de morte) cometido em Praia Grande, no dia 15 de dezembro de 2017, contra um comerciante de Campinas foi capturado por policiais civis e reconhecido fotográfica e pessoalmente por uma testemunha. O esclarecimento definitivo do crime foi realizado pela equipe do delegado Juvenal Marques Ferreira Filho e do investigador Olívio Bento, do 1º DP de Praia Grande, que agora identificou e prendeu Yago Pedral de Jesus, de 20 anos.


Apontado como o autor do disparo que atingiu comerciante na cabeça, Lucas Alexandre Barbosa, de 23 anos, já havia sido identificado e preso pelos mesmos policiais civis em 26 de dezembro de 2017, 11 dias após o crime.


No dia 7 de agosto do ano passado, o juiz Antônio Carlos C. P. Martins, da 2ª Vara Criminal de Praia Grande, condenou Lucas a 29 anos e dois meses de reclusão pelo latrocínio.


Lucas apelou ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas a 6ª Câmara de Direito Criminal ainda não julgou o recurso. O latrocínio é punível com reclusão de 20 a 30 anos de reclusão. Agora, Yago está sujeito a ser condenado como já foi o comparsa.


Edson Reis de Andrade foi atingido por tiro na cabeça após reagir a um assalto em Praia Grande
Edson Reis de Andrade foi atingido por tiro na cabeça após reagir a um assalto em Praia Grande   Foto: Arquivo pessoal

Reação e disparo


Vendedor autônomo de chinelos, Edson Reis de Andrade, de 43 anos, veio de Campinas à Baixada Santista com um sobrinho para realizar a entrega de mercadorias em comércios. Eles ocupavam uma caminhonete.


Na Rua Peru, no Guilhermina, o comerciante estacionou o veículo, sendo ele e o sobrinho abordados por dois ladrões. De acordo com a testemunha, Yago lhes apontou um revólver, mas logo passou a arma para Lucas.


Em seguida, Yago pegou cerca de R$ 8 mil na caminhonete, enquanto Lucas começou a roubar os pertences pessoais da vítima. Segundo o sobrinho, o tio reagiu nesse momento, dando um soco em Lucas e sendo baleado na cabeça.


O comerciante foi hospitalizado no Hospital Irmã Dulce, onde faleceu quatro dias depois. Os marginais fugiram, mas os investigadores logo identificaram Lucas, porque ele fugiu com Yago dirigindo um Celta azul pertencente à sua avó.


A descoberta da proprietária do carro e, consequentemente, de Lucas ocorreu após a análise de câmeras de segurança, que filmaram parcialmente a placa do Celta. O investigador Bento informou que os dois marginais possuem passagens por roubo. 


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