A equipe se deslocou para uma propriedade rural, onde, de acordo com a denúncia, um morador estaria preparando um animal silvestre para assá-lo em forno à lenha. Os animais mortos encontrados no local foram apreendidos e descartados pelos policiais (Divulgação/Polícia Militar Ambiental) Uma operação da Polícia Militar Ambiental (PMA) localizou animais silvestres abatidos em um depósito no bairro Pedro Barros, área rural de Miracatu, no Vale do Ribeira, extremo sul de São Paulo. Um homem foi autuado em R\$ 6 mil. A ação, realizada na última quinta-feira (14), faz parte das operações "Impacto" e "São Paulo Sem Fogo" e foi motivada por uma denúncia anônima. Segundo informou a Polícia Militar Ambiental, a equipe se deslocou para uma propriedade rural, onde, de acordo com a denúncia, um morador estaria preparando um animal silvestre para assá-lo em forno à lenha. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos pelo morador. Durante a vistoria, a equipe visualizou apêndices caudais, semelhantes a caudas de quatis, através da janela da residência. Questionado sobre a posse dos animais, o morador afirmou que seu cachorro havia capturado três quatis. Para evitar o desperdício, ele teria preparado a carne para consumo posterior. No entanto, ele apresentou apenas dois dos três animais abatidos. A posse de animais silvestres mortos ou vivos, sem a devida autorização, é uma infração penal e ambiental, prevista na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998). A pena para esse tipo de crime pode incluir detenção de seis meses a um ano, além de multa. Por ter ocorrido no bioma Mata Atlântica, a pena é agravada. O homem foi levado à delegacia de Miracatu, onde a ocorrência foi registrada. O delegado responsável determinou a destruição dos animais abatidos, o que foi realizado pelos policiais. Administrativamente, o infrator foi multado em R\$ 3 mil por ter em depósito espécimes da fauna nativa abatidos, valor que também foi dobrado por se tratar de uma infração dentro do bioma Mata Atlântica. O morador deverá comparecer à Coordenadoria de Fiscalização da Biodiversidade, em Registro, para dar continuidade ao processo administrativo.