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Sábado

29 de Fevereiro de 2020

Polícia Federal deflagra 'Operação Smoke' em São Vicente e Praia Grande

Ação visa desarticular grupo criminoso que vende cigarros falsificados e papel seda; produtos têm origem na Argentina

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a Operação Smoke, que visa desarticular um grupo criminoso que vende cigarros falsificados e papel seda (usado para enrolar o fumo). Os produtos vinham da Argentina. Em São Vicente e Praia Grande, onde funcionavam pontos de distribuição e revenda, os agentes apreenderam 15 caixas de cigarros, diversas outras de papel seda e R$ 7.500. Ninguém foi preso na região.

De acordo com a PF, as investigações sobre o caso começaram em 2017, após uma grande apreensão de papel seda em Barracão (PR). Mais de R$ 7 milhões foram movimentados em contas de suspeitos do esquema.

Os produtos, geralmente de origem espanhola, deixam a cidade de Bernardo de Irigoyen, na Argentina, e entram no Brasil pelas cidades de fronteira Dionísio Cerqueira (SC) e Barracão (PR).

Cerca de 40 policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 5ª Vara Federal em Foz do Iguaçu (PR). Entre os alvos, duas residências em Praia Grande e um comércio em São Vicente. Os outros pontos foram em Dionísio Cerqueira (SC), Santa Terezinha de Itaipu (PR) e São Paulo (SP).

Continuidade

Apenas uma pessoa foi presa, em São Paulo, por flagrante de venda. Agora, a operação terá continuidade com oitivas dos envolvidos e análise do material apreendido.

Nos autos do inquérito policial instaurado para completa apuração dos fatos, os investigados poderão ser indiciados pelo crime de descaminho (com pena de até quatro anos), praticado em associação criminosa (pena de até três anos).

Sobre a investigação

A investigação começou em 2017 e, ao longo de três anos, o fornecedor argentino recebeu cerca de R$ 2,3 milhões em uma conta que mantinha no Brasil. A investigação apontou fortes indícios de o dinheiro ser fruto desse comércio ilegal.

A PF também averiguou dois encarregados pelas remessas dos produtos aos distribuidores no Estado de São Paulo. Junto, receberam em suas contas, no período, cerca de R$ 4,8 milhões.

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