Presidente do Conseg de Vicente de Carvalho publicou um vídeo questionando a abordagem por parte dos PMs (Divulgação/PM) O 21° Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), em Guarujá, no litoral de São Paulo, solicitou a destituição de Heribaldo Ferreira do cargo de presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Vicente de Carvalho após um desentendimento durante uma abordagem. Heribaldo, que foi abordado por uma equipe da corporação, questionou a motivação dos agentes em um vídeo, e a corporação repudiou a conduta. “Os policiais não possuem bola de cristal”, disse. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A abordagem ocorreu na manhã do último sábado (26), enquanto Heribaldo estava abrindo o seu comércio, localizado na Avenida Santos Dumont. Em um vídeo, publicado nas redes sociais do 21 BPM/I, o presidente questiona o motivo da abordagem. "Fui abordado em frente a minha loja pela Polícia Militar. Uma vergonha isso ai. Bandido ele não faz nada não. Isso é uma vergonha. Eu, como presidente do Conseg, isso é uma vergonha", diz Heribaldo. -Abordagem PM Guarujá (1.459925) Em nota divulgada nas redes sociais, o Batalhão repudiou a atitude do presidente, dizendo que ofendeu e desrespeitou os policiais. De acordo com a corporação, a abordagem ocorreu em um ambiente de respeito e urbanidade por parte dos PMs. Ao questionar o motivo da abordagem, a PM informou, ainda, que Heribaldo colocou em risco a segurança do procedimento. “Os policiais não possuem 'bola de cristal' e quando suspeitam de alguma atitude, a forma de mitigar tal dúvida é fazendo a abordagem policial dentro dos padrões e normas estabelecidas pela Corporação, o que foi realizado em tal situação”, diz trecho da nota. Ainda conforme o posicionamento, o Batalhão abriu uma reclamação formal no Conselho de Ética dos Consegs, e pedirá a destituição de Heribaldo do cargo de presidente do Conseg de Vicente de Carvalho. “O 21 BPMI e seus policiais não sentarão à mesa com pessoas que não respeitam o trabalho policial, principalmente se tais pessoas são aquelas que deveriam dar exemplo e zelar pelo respeito à corporação e seus profissionais” conclui. A reportagem tentou localizar Heribaldo, mas sem sucesso. A Tribuna também procurou a Polícia Militar (PM) e a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP), e aguarda respostas.