Em 2024, foram apreendidos valores em espécie e bloqueados judicialmente cerca de R\$ 5 milhões em bens dos investigados (Divulgação) A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Papyrus, que investiga um esquema internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a corporação, 14 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, além de Poços de Caldas e Monte Sião, em Minas Gerais. A ação contou com o apoio da Polícia Militar (PM) e envolve 83 policiais federais. Investigação começou em 2024 As investigações começaram em junho de 2024 e revelaram a atuação de uma organização criminosa especializada em exportar cocaína para a Europa e lavar dinheiro obtido com o tráfico. Entre 2023 e 2024, o grupo teria sido responsável pelo envio de cerca de 2,1 toneladas de cocaína ao exterior. A droga era escondida em cargas de papel, despachadas em contêineres por portos brasileiros, principalmente o Porto de Santos, principal terminal de exportação do país. Foi esse método que inspirou o nome da operação: Papyrus, em referência ao material utilizado para ocultar a droga. Apreensões internacionais A investigação identificou remessas enviadas para diferentes países. Em uma ação conjunta com a National Crime Agency (NCA), do Reino Unido, 533 quilos de cocaína foram interceptados no Porto de Londres. Outras apreensões ocorreram em Israel e na França, reforçando o caráter internacional da quadrilha. Na primeira fase da Operação, deflagrada em outubro de 2024, foram apreendidos valores em espécie e bloqueados judicialmente cerca de R\$ 5 milhões em bens dos investigados. As provas coletadas nessa etapa permitiram identificar novos integrantes da organização criminosa, que agora são alvo da segunda fase.