Garrafas foram apreendidas em estabelecimento localizado na Vila Margarida, em São Vicente (Divulgação/Polícia Civil) Policiais civis do 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente, no litoral de São Paulo, apreenderam, na tarde de quarta-feira (1), 12 garrafas de bebidas diversas suspeitas de adulteração em uma padaria localizada na Vila Margarida. O estabelecimento foi o mesmo onde um idoso de 67 anos havia comprado uma bebida alcoólica conhecida como “rabo de galo” e, após ingeri-la, perdeu os movimentos das pernas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Polícia Civil, o responsável pela panificadora apresentou amostras dos produtos expostos à venda, além de notas fiscais de parte das bebidas. Algumas outras garrafas teriam sido recebidas como brindes, sem comprovação de origem. Em nota, a corporação informou que as bebidas apreendidas foram lacradas, e que vão passar por perícia para comprovação de uma contaminação devido à possível adulteração ou presença de substâncias tóxicas em seu conteúdo. Relembre José Raimundo Pedrozo dos Santos, de 67 anos, teve um mal-estar na manhã de domingo (28), após consumir um drinque conhecido como “rabo de galo”, além de metade de uma lata de cerveja. Segundo a família, que registrou um boletim de ocorrência, o idoso vomitava um líquido preto, estava desorientado e apresentava fraqueza. Ele foi levado ao Pronto-Socorro, já com dificuldades de se locomover. Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou que, na unidade, José foi medicado submetido a exames laboratoriais - que não apresentaram alterações metabólicas significativas - e permaneceu em observação. Segundo a secretaria de Saúde de São Vicente, o quadro clínico típico de intoxicação por metanol, que avança no Estado de São Paulo, inclui sintomas neurológicos e visuais graves, como turvação da visão, cefaléia (dor de cabeça) intensa, confusão mental e, em casos avançados, coma ou acidose metabólica severa — manifestações que não foram observadas durante o atendimento do idoso, conforme a Administração Municipal. "A alta hospitalar foi concedida com base em critérios clínicos rigorosos, após estabilização dos sinais vitais, ausência de sintomas graves e resposta adequada ao tratamento. O paciente foi orientado a procurar acompanhamento médico caso os sintomas persistissem ou se agravassem", afirmou a Prefeitura. A Administração Municipal reforçou que, até o momento, não há elementos clínicos ou laboratoriais que confirmem intoxicação por metanol no caso do idoso. A Tribuna entrou em contato com a padaria, onde o idoso comprou e consumiu a bebida, porém não obteve retorno até a publicação desta matéria.