Ruy Ferraz Fontes foi executado após sair do trabalho em Praia Grande (Divulgação / Polícia Civil) A Justiça de São Paulo decretou nesta terça-feira (23) a prisão temporária do oitavo suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, morto no último dia 15, em Praia Grande, no litoral sul. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), até agora quatro suspeitos foram presos e outros quatro seguem foragidos. Além das prisões, a polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão e ouviu testemunhas que podem ajudar a esclarecer a motivação do crime. O nome do oitavo suspeito ainda não foi divulgado pelas autoridades. O crime O ataque aconteceu quando Ruy Ferraz deixava a Prefeitura de Praia Grande, no fim da tarde do último dia 15 de setembro. Ele foi perseguido e, após perder o controle do carro e colidir contra um ônibus, teve o veículo alvejado por mais de 20 disparos de fuzil. Peritos trabalham na análise dos laudos, que devem confirmar a dinâmica exata do crime e os armamentos utilizados. Entre os presos estão William Silva Marques, dono do imóvel usado pela quadrilha; Rafael Marcell Dias Simões, que se entregou à polícia; Dahesly Oliveira Pires, apontada como responsável por transportar o fuzil; Luiz Henrique Santos Batista, o “Fofão”, que teria dado carona a um dos autores após o ataque. Já os foragidos são Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”; Flávio Henrique Ferreira de Souza; Luis Antônio Rodrigues de Miranda, suspeito de organizar o transporte das armas; além de um quarto nome ainda não revelado oficialmente. Ligação com o PCC As investigações apontam que o crime teria sido orquestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 2006, Ruy já havia sido jurado de morte pela facção, após conduzir investigações contra líderes do grupo criminoso. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, não há dúvidas sobre a participação da facção na execução. Ainda assim, os investigadores não descartam a possibilidade de envolvimento de outros agentes. Enquanto isso, a investigação prossegue com análise de provas, cruzamento de dados e novas oitivas para identificar todos os responsáveis pelo ataque.