Local funcionava sem alvará, registro no Conselho Municipal do Idoso ou qualquer documentação exigida por lei (Divulgação/ Polícia Civil) Três mulheres, com idades entre 37 e 56 anos, foram presas em flagrante por maus-tratos a idosos em Guarujá, no litoral de São Paulo. Elas são suspeitas de administrar um abrigo clandestino na Rua Rio Grande do Sul, que foi interditado pela Polícia Civil nesta semana. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo as investigações, o local funcionava sem alvará, registro no Conselho Municipal do Idoso ou qualquer documentação exigida por lei. No imóvel, agentes encontraram oito idosos em situação de abandono, alguns acamados e outros com deficiências físicas e cognitivas. Eles estavam distribuídos em dois quartos e uma sala, em meio a urina, fezes ressecadas, fraldas sujas e sem cuidados médicos. De acordo com a polícia, um idoso com HIV usava uma sonda fixada com esparadrapo; outro, com Alzheimer, não recebia medicação adequada; e uma idosa vítima de AVC estava na cama, urinada, sem fisioterapia ou controle de sinais vitais. Os medicamentos eram administrados sem critério, sem prontuários e sem acompanhamento profissional. Não havia médico, nutricionista, fisioterapeuta nem descarte adequado de materiais. A denúncia foi feita por meio do Disque 100 e confirmada pela Comissão de Fiscalização de Longa Permanência de Idosos (Confilpi), que acionou a força policial. A operação contou com apoio da Delegacia de Defesa da Mulher, Guarda Civil Municipal, Vigilância Sanitária, Secretaria de Infraestrutura e profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Alice, que prestaram os primeiros atendimentos. Segundo a polícia, a pena para o crime de maus-tratos a idosos, previsto no artigo 99 do Estatuto do Idoso, pode chegar a sete anos de prisão, dependendo da gravidade das lesões. As investigações continuam para apurar todas as responsabilidades.