A mulher estava internada no Hospital do Vicentino (Reprodução e Daniel Gois/ AT) Jamili Carvalho Oliveira, de 35 anos, realizou uma aplicação de hidrogel para preenchimento de glúteos em uma residência no dia 15 de agosto, após indicação de uma conhecida, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Dias depois, apresentou complicações que evoluíram para um quadro grave de infecção, resultando em sua morte na madrugada de sábado (13), no Hospital do Vicentino. Segundo apuração do g1 Santos, o procedimento teria sido feito de forma clandestina. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o boletim de ocorrência, registrado no 1º Distrito Policial de São Vicente, Jamili passou mal no dia 26 de agosto e procurou atendimento médico. Ela já utilizava antibióticos prescritos pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santos quando chegou ao Pronto-Socorro Central, apresentando dores intensas, inchaço e vermelhidão na região dos glúteos, de acordo com a Prefeitura. Por causa do agravamento do quadro, foi encaminhada ao Hospital do Vicentino, onde passou por intervenção cirúrgica para remoção de tecidos necrosados. Mas não resistiu e morreu na madrugada de sábado (13). A suspeita clínica inicial é de sepse de foco cutâneo, quando uma infecção localizada atinge a corrente sanguínea, provocando uma resposta inflamatória sistêmica. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que vai determinar a causa definitiva da morte. A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), reforçou que o procedimento não ocorreu em nenhuma unidade de saúde do município e destacou que, durante a internação, a paciente recebeu todos os cuidados médicos disponíveis. A pasta também alertou para os perigos de procedimentos feitos sem respaldo técnico, ético e sanitário. Já a Polícia Civil, instaurou inquérito para identificar a suposta aplicadora do hidrogel, de acordo com o g1. Além disso, o caso, inicialmente registrado como morte suspeita, poderá ser reclassificado para homicídio culposo caso seja comprovada a responsabilidade da pessoa que realizou o procedimento clandestino. Familiares da vítima foram intimados a prestar depoimento.