[[legacy_image_219465]] Acontece nesta quinta-feira (3) a audiência de instrução e julgamento da nutricionista que ameaçou e escreveu ofensas racistas contra vizinhas de um condomínio no bairro José Menino, em Santos, em maio do ano passado. A sessão está marcada para 13h30, na 5ª Vara Criminal da Comarca da cidade, no Centro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na época do ocorrido, a acusada chegou a ser presa, mas logo foi liberada e continua morando no prédio onde aconteceram as agressões verbais e físicas. “Deus é tão bom que, por incrível que pareça, eu quase não encontro com ela (nutricionista). Encontrei apenas umas três vezes no corredor e uma vez na calçada, mas ela sempre abaixa a cabeça, até porque tenho uma medida protetiva”, ressalta uma das vítimas, que prefere não ser identificada. “Mesmo assim, sempre fica a sensação de que ela pode atacar. Então sair e voltar é em alerta para não dar de cara com ela”, completa a mulher, que foi chamada de “negra preta horrorosa”, “porca”, “vadia” e “vagabunda” nos diversos recados deixados pela nutricionista nas portas e áreas comuns do prédio onde moram. Desta forma, a audiência de julgamento é como um sopro de esperança para as vítimas, que têm expectativa de condenação. “Meu sonho seria que o processo de injúria fosse transformado em racismo e, assim, a punição fosse adequada por tudo que ela fez. Mas estamos muito ansiosos para que a justiça de alguma forma seja feita”, enfatiza. Ainda segundo a mulher, a acusada não recebe os oficiais de justiça e não acata as ordens, pois “se acha acima de todos”. [[legacy_image_219466]] Relembre o casoNo ano passado, a nutricionista foi presa em flagrante após ameaçar as vizinhas com uma barra de ferro e colar papéis com ofensas racistas nas áreas comuns do condomínio. Segundo as vítimas, a nutricionista ofendia constantemente moradores e profissionais que atuam no prédio. Em maio de 2021, a agressora foi detida pelos policiais militares, que presenciaram as ofensas racistas da nutricionista contra as vítimas. Ela foi levada para a delegacia, onde foi estipulada a fiança de R\$ 1,5 mil. O caso foi registrado como injúria, dano e ameaça no 7º DP de Santos.