A mulher que se passava por funcionária da CDHU para aplicar golpes foi confrontada por vítimas em Cubatão (Reprodução) Uma mulher foi detida em Cubatão, na Baixada Santista, suspeita de aplicar golpes em moradores ao se apresentar como funcionária da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo estimado chega a cerca de R\$ 30 mil. A mulher foi levada à delegacia, prestou esclarecimentos e acabou liberada. A investigação segue em andamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a polícia, as fraudes começaram a ser praticadas em agosto de 2025. Pelo menos nove vítimas já registraram boletins de ocorrência relatando abordagens semelhantes feitas pela suspeita. Ainda conforme a Polícia Civil, a mulher prometia a liberação de apartamentos localizados nas regiões do Bolsão e do Rubens Lara. Para convencer as vítimas, ela alegava que os imóveis seriam unidades disponíveis após leilões e dizia atuar como intermediária no processo, afirmando manter contato direto com um suposto funcionário da CDHU. Os primeiros contatos eram feitos por mensagens de WhatsApp. Após ganhar a confiança das vítimas, a mulher solicitava documentos pessoais, sob a justificativa de realizar um cadastro para participação no programa habitacional. Em seguida, exigia pagamentos via Pix, alegando que os valores seriam referentes à entrada dos imóveis. As vítimas efetuaram as transferências acreditando que seriam contempladas com os apartamentos. No entanto, após os depósitos, a mulher passou a evitar contato, demorando a responder mensagens e deixando de fornecer informações sobre o andamento do suposto processo. Diante da desconfiança, parte das vítimas se reuniu, conseguiu identificar o endereço da mulher e foi até o local para confrontá-la na quarta-feira (4). Ao constatarem que ela não possuía qualquer vínculo com a CDHU, a mulher foi conduzida à delegacia, onde o caso foi registrado. Posicionamento Em nota enviada para A Tribuna, a CDHU disse que "não solicita qualquer tipo de pagamento antecipado, taxa de reserva ou valor de entrada para o financiamento de seus imóveis". A companhia informa que o processo de seleção de famílias "é gratuito, transparente e realizado exclusivamente por meio de sorteio público eletrônico ou indicação técnica das prefeituras para demandas específicas, como áreas de risco". Outro ponto destacado na nota se refere às inscrições, que ocorrem somente em períodos determinados, com editais "amplamente divulgados no site oficial e na imprensa, sem a participação de intermediários, corretores ou agentes externos autorizados a garantir unidades em troca de dinheiro". A CDHU reforça que qualquer abordagem envolvendo o nome da companhia é crime e deve ser denunciada imediatamente à polícia, com a realização de um boletim de ocorrência. Os canais oficiais da CDHU são o site e o telefone Alô CDHU (0800-000-2348).