A mulher foi acertada enquanto estava de costas no quiosque de coco da Ponta da Praia (Arquivo pessoal e Arquivo/ AT) Uma mulher de 55 anos foi atingida na cabeça por um fragmento de facão enquanto tomava água de coco com uma criança de 11 anos na orla de Santos, no litoral de São Paulo. O acidente ocorreu na noite desta quinta-feira (17), em um quiosque de coco localizado na Avenida Bartolomeu de Gusmão, na altura da Ponta da Praia. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o boletim de ocorrência obtido por A Tribuna, a vítima estava sentada de costas para a barraca quando sentiu um forte impacto na parte de trás da cabeça. Ao tocar o local, percebeu que estava sangrando. Segundo o relato da mulher feito para A Tribuna, um funcionário do quiosque se aproximou imediatamente e informou que o facão que usava para cortar cocos havia se partido durante o manuseio e parte da lâmina foi lançada em direção à cliente. Um médico aposentado que estava próximo prestou os primeiros socorros até a chegada de um salva-vidas e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que levou a mulher até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste. Conforme o relato, apesar do susto, o ferimento foi classificado como superficial pela médica responsável pelo atendimento. A mulher foi medicada e liberada em seguida para se recuperar em casa. Proteção de vidro estava aberta De acordo com o relato da vítima, o quiosque conta com uma proteção de vidro, instalada justamente para evitar acidentes com ferramentas ou fragmentos de coco. No entanto, segundo a vítima, quando o facão se quebrou, essa proteção estava aberta. “Ele (funcionário) me disse que trabalha ali há 12 anos e que nunca aconteceu algo assim. Mas a proteção de vidro estava aberta. Quando olhei de novo, ele já tinha fechado. Se a criança estivesse sentada na minha frente, teria sido atingida na testa”, disse à reportagem. “Não quero prejudicar ninguém, mas esse tipo de coisa precisa de fiscalização. Não pode acontecer com mais ninguém”. A Polícia Civil registrou o caso no 3º Distrito Policial de Santos, como lesão corporal culposa — quando não há intenção de ferir. O autor do golpe acidental ainda não foi identificado oficialmente. A vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses para apresentar representação criminal caso deseje dar prosseguimento à denúncia. A reportagem procurou a Prefeitura de Santos, que informou que a Guarda Municipal não foi acionada e não se posicionou sobre a fiscalização dos quiosques da orla quanto ao uso de equipamentos de proteção. A Tribuna também entrou em contato com o quiosque, mas não obteve um posicionamento.