Instantes antes de ser atropelada a vítima gravou um vídeo andando de bicicleta com a amiga na praia (Arquivo Pessoal) A ciclista Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, morreu na tarde desta terça-feira (25) após sofrer um traumatismo cranioencefálico ao ser atropelada por uma charrete em praia de Itanhaém, no litoral de São Paulo, na manhã deste domingo (23). A morte foi confirmada pelo marido de Thalita e pelo Hospital Irmã Dulce, de Praia Grande, para onde a ciclista havia sido transferida. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Thalita estava internada e intubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. O óbito foi registrado por volta das 16 horas desta terça. De acordo com amiga de Thalita, que testemunhou o atropelamento, o condutor da charrete estava apostando corrida em alta velocidade. O acidente ocorreu na praia localizada entre os bairros Gaivota e Santa Cruz, por volta das 11h55 de domingo. A amiga da vítima disse que saiu para andar de bicicleta e que a areia estava cheia de banhistas, incluindo famílias, crianças e até animais. “A gente estava andando de bicicleta. Eu vi dois carros e duas charretes vindo correndo na nossa direção. Nisso, desviei para o lado direito e falei para a minha amiga: ‘Toma cuidado com o carro’. No momento em que falei isso e desviei, ouvi um barulho. Quando olhei, ela estava caída no chão, porque a charrete havia passado por cima dela e a atropelado. Então, não vi exatamente a batida, mas vi a Thalita sendo lançada ao chão”, relembrou. Condutor diz que não viu Thalita O condutor da charrete que atropelou Thalita disse no depoimento à polícia que não percebeu que ela estava passando na frente do veículo na hora do acidente. Ele apenas avistou uma outra bicicleta, que vinha à esquerda. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ciclista foi socorrida logo após a colisão pelo advogado do condutor da charrete. Foi o defensor quem encaminhou Thalita para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itanhaém, onde a ciclista deu entrada com quadro de traumatismo cranioencefálico (TCE) grave e foi submetida a uma intubação orotraqueal (IOT). Na sequência, Thalita foi inserida no sistema Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) e transferida para o Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande.