Jane e Atílio Ferreira da Silva, de 49 anos, estavam juntos há cerca de sete anos (Reprodução/ Redes sociais) A morte de Jane de Araújo Lima, de 46 anos, encontrada dentro de uma mala em Praia Grande, no litoral de São Paulo, abalou familiares em Timon, no Maranhão, onde vivem os filhos da vítima. Uma das filhas, que pediu para não ser identificada, conversou com A Tribuna e relembrou como era a mãe. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Era uma pessoa extrovertida, gostava muito de sair, se divertir, fazia amizades em todo lugar. Todo mundo conhecia e gostava dela. Ela era amiga de todo mundo”, contou. A filha disse que a última vez que falou com Jane foi no dia 25 de agosto. No dia seguinte, a mãe ainda enviou uma mensagem pelo Facebook, mas não houve resposta. “No sábado (6), eu estava na casa da minha vizinha quando me chamaram. Disseram que tinham uma notícia para dar para mim e para meus irmãos. Foi quando falaram que mataram minha mãe. Eu fiquei em choque. Como estou no Maranhão e ela em São Paulo, não tinha como fazer nada”, relatou. Relacionamento marcado por violência Jane e Atílio Ferreira da Silva, de 49 anos, estavam juntos há cerca de sete anos. Segundo a filha, o relacionamento era conturbado e marcado por ciúmes e agressões. “O Atílio era muito ciumento. Ele não gostava nem que minha mãe falasse com a gente, que somos filhos, ou com os parentes. Ele já tinha batido nela, os vizinhos escutaram, e ela chegou a dizer que não aguentava mais e queria se separar”, afirmou. A filha disse ainda que, apesar dos problemas, Jane era influenciável. “Minha mãe não era uma santa, tinha as coisas dela, mas ele a manipulava muito. Toda vez que ela queria vir embora, dois dias depois mudava de ideia. Ele não queria largar dela.” Tatuagens e ciúmes Um detalhe que chamou a atenção na história do casal foi a tatuagem que ambos tinham com o nome um do outro. “Minha mãe tinha o nome dele tatuado no braço. E ele também tinha tatuado o nome dela. Mas o Atílio era tão ciumento que até da tatuagem que ela tinha de um ex, uma flor com o nome dele, ele ficava louco”, contou a filha. O vídeo antes do crime Dias antes de ser morta, Jane enviou um vídeo mostrando a nova casa em que iria morar com Atílio em Praia Grande. No registro, feito para a filha, ela aparece feliz com a mudança. “Vou começar pelo quarto, mas está tudo bagunçado ainda, não deu tempo de arrumar nada. Tá tudo no zero ainda. Tem o corredor, banheiro, e ainda vamos colocar o chuveiro. A casa é novinha. Tá ótimo para mim”. Na gravação, é possível ver, ao fundo, uma mala idêntica à usada por Atílio para ocultar o corpo da vítima após o crime. Despedida distante A filha contou que não conseguiu viajar a São Paulo para o enterro da mãe por conta dos custos. “As passagens estavam muito caras. Ela deve ser enterrada em São Paulo. Eu gostaria muito que o corpo viesse (para o Maranhão), mas não tive condições. O importante é que ela descanse em paz”, finalizou.