A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (6), Felipe Avelino da Silva, conhecido como "Mascherano", de 33 anos. Ele era um dos foragidos pela participação no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, que atuava como secretário de Administração em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas redes sociais, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, informou que a captura do procurado foi feita na cidade de Cotia, na região metropolitana da capital. “A resposta do Estado é clara: quem atenta contra a ordem em São Paulo será caçado”, escreveu. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou a captura de Mascherano. “As apurações seguem em andamento para localizar os demais envolvidos no crime”, disse a pasta. -Derrite Mascherano (1.482540) Relembre o caso Ruy Ferraz Fontes foi fuzilado após encerrar o expediente na Prefeitura de Praia Grande, onde era secretário de Administração. Ele foi alvo de tiros e teve seu veículo prensado por um ônibus em seguida. Os bandidos desembarcaram do carro portando fuzis e efetuaram diversos disparos contra o ex-delegado-geral de São Paulo. As investigações apontam que o crime foi minuciosamente planejado e executado de forma ostensiva, em rua movimentada, com emprego de armas potentes. Como delegado, Ferraz Fontes ficou conhecido por seu trabalho contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, diz que "não há dúvidas" do envolvimento da facção no crime. Não foi descartada, ainda assim, uma possível relação do crime com a atividade exercida pelo secretário. Conforme o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), Ferraz trabalhava em projetos para reduzir gastos da Prefeitura, como a substituição da frota convencional por veículos elétricos. Cinco presos e um morto Além de Mascherano, estão presos Willian Silva Marques, proprietário da casa usada como base pelos criminosos; Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar; Dahesly Oliveira Pires e Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão. Umberto Alberto Gomes, oitavo suspeito identificado pela participação no crime, foi morto no dia 30 de setembro após trocar tiros com policiais civis no Estado do Paraná. Segundo Derrite, ele foi apontado como sendo o possível atirador na noite da execução. Ainda estão foragidos e com prisão decretada Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, apontado como sendo o responsável por organizar o transporte da arma e de dirigir o carro usado no assassinato.