Além de Fernando Alberto Teixeira, o Azul, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), os outros dois presos nesta terça-feira (13) suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes também integram a facção criminosa. As informações foram apuradas pelo g1 São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com os investigadores, Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote ou MC, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manezinho ou Manoelzinho, não apenas teriam ligação com o PCC, como exerceram funções estratégicas no crime cometido em setembro do ano passado, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Velhote é apontado pela Polícia Civil como responsável por dar apoio estratégico e logístico à ação criminosa. Segundo a investigação, ele teria participado da guarda de veículos utilizados no crime, do uso de imóveis de apoio e da ocultação de elementos relacionados à execução. Ele foi preso no bairro Vila Isa, na região de Interlagos, na Zona Sul da capital paulista. Durante a abordagem, tentou fugir, mas era monitorado por drone. Com ele, foram apreendidos documentos e dois celulares. Já Manoelzinho é investigado por atuar como principal articulador logístico e operacional do grupo. Conforme a apuração, ele teria auxiliado na fuga dos envolvidos, fornecido meios materiais e mantido a ligação entre os executores do assassinato. Ele foi capturado em Mongaguá, no litoral de São Paulo, onde os policiais apreenderam uma arma de fogo durante as buscas. Fernando Alberto Teixeira, o Azul, preso em Jundiaí, no interior paulista, é considerado um dos responsáveis por articular o mando da ação criminosa. As investigações indicam que ele participou do planejamento, da coordenação logística e da execução indireta do homicídio. Dois celulares também foram apreendidos com ele. Segundo a Polícia Civil, foram expedidos cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão cumpridos em Jundiaí, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri, Mairinque e na capital paulista. As investigações apontam que os suspeitos agiram de forma organizada, com tarefas bem definidas, desde o planejamento até o apoio logístico após a execução. Entre as provas reunidas estão impressões digitais encontradas em veículos usados no crime, além de dados e conversas extraídos de celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos. A polícia também identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas e ligações diretas entre os investigados, além do uso de imóveis que teriam servido como suporte à ação criminosa. O ex-delegado-geral foi morto a tiros em setembro, quando estava em Praia Grande, cidade onde exercia o cargo de secretário. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o crime teria sido cometido a mando do alto escalão do PCC como vingança. Fontes chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022 e ficou conhecido por sua atuação contra a facção, tendo sido responsável, em 2006, por indiciar toda a cúpula da organização criminosa, incluindo seu principal líder.