Flávia foi achada morta em vala no bairro Rocio, em Iguape (Arquivo pessoal e Reprodução) A Polícia Civil acredita que a morte de Flávia Trigo da Costa tenha sido motivada por um furto de latinhas recicláveis. O corpo dela foi encontrado no dia 3 de julho, dentro de uma vala na Rua Maria Alício Soares, no bairro Rocio, em Iguape, no litoral de São Paulo. De acordo com informações apuradas por A Tribuna, a vítima era mãe de sete filhos e foi encontrada ao lado de um cartão de memória, que foi apreendido e será periciado. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nesta quinta-feira (10), equipes do 1º Distrito Policial de Iguape, com apoio da Delegacia Sede, cumpriram mandados de prisão de oito acusados de participação no crime. Sete deles foram capturados — quatro homens, de 30, 46 e dois de 18 anos, e três mulheres, de 21, 30 e 49 anos — enquanto um segue foragido. Todos foram levados ao distrito policial e permanecem à disposição da Justiça. Conforme apurou a repórter Dione Aguiar, da TV Tribuna, as prisões foram resultado de investigações apoiadas por depoimentos de testemunhas. No dia em que foi morta, Flávia e o marido teriam furtado latinhas de alumínio, o que teria desencadeado a violência. Segundo a polícia, o marido da vítima foi o primeiro a ser agredido pelo grupo conhecido como “Disciplina do Crime na Quebrada”, que o ameaçou e espancou na casa do casal. Depois, os agressores foram atrás de Flávia, a retiraram de casa, a espancaram na frente da residência e, em seguida, a jogaram na vala. Três dos acusados teriam participação direta no espancamento, enquanto os demais teriam ajudado de outras formas. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou que um cartão de memória foi localizado junto ao corpo e encaminhado para análise pericial. A SSP-SP informou ainda que os policiais chegaram ao lugar do crime após receberem informações sobre a localização da vítima. Família Familiares de Flávia disseram acreditar que o assassinato foi motivado pelo uso de drogas e pelo furto das latinhas. A tia dela, Silvana Aparecida Avelar Pontes, desabafou: “Não podiam ter feito isso com ela, ela tem família. Mataram e jogaram em uma vala, por causa de lixo, latinha. Isso é o cúmulo. Como um ser humano pode fazer uma coisa dessas? Matar uma pessoa por causa de lixo. Precisamos de Justiça nesse país, precisamos das autoridades e verificar o que está acontecendo”. Flávia foi sepultada na manhã de 4 de julho, no Cemitério São Paulo, também no bairro Rocio. A polícia solicitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer detalhes da morte.