Segundo a defesa, o investigado não estava em São Vicente no dia do crime (Polícia Civil e Reprodução/TV Tribuna) A Justiça de São Paulo determinou a soltura de Lucas Thiago Freitas dos Santos, de 25 anos, investigado por sua participação no sequestro de um casal ocorrido em setembro de 2025, em uma trilha em São Vicente, no litoral de São Paulo. O investigado, que estava preso há 13 dias, agora responderá ao processo em liberdade, desde que cumpra medidas cautelares estabelecidas pela Vara Regional das Garantias da 7ª Região Administrativa Judiciária, com sede em Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre as condições impostas pela Justiça estão restrições de contato e proximidade com as vítimas. Lucas havia sido preso no último dia 2 de janeiro, após ser localizado por policiais civis ao sair de um restaurante localizado em uma marina de Guarujá. O mandado de prisão temporária foi expedido em novembro de 2025, mas Lucas era considerado foragido até a prisão. A defesa do investigado apresentou argumentos que indicam que ele não estava em São Vicente no dia do crime. Elementos analisados pela Justiça, como registros de localização por telefone celular, movimentações bancárias, conversas em aplicativos e depoimentos de testemunhas, ajudaram a embasar a decisão de soltura. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que o processo segue sob segredo de Justiça e não forneceu mais detalhes sobre o caso. Relembre o crime O sequestro aconteceu no dia 21 de setembro de 2025, quando um casal retornava de um passeio na Praia de Itaquitanduva, em São Vicente. Ao chegarem ao estacionamento, as vítimas foram abordadas por três homens armados, que as levaram para uma trilha até uma clareira. No local, os criminosos roubaram pertences, exigiram senhas de aplicativos bancários e levaram objetos pessoais. Durante a ação criminosa, a mulher de 49 anos foi levada até a residência do casal, onde permaneceu sozinha com um dos suspeitos, enquanto os outros dois retornaram para pegar outro comparsa. Durante esse período, a mulher foi estuprada. Quando os criminosos chegaram ao imóvel, o casal foi amarrado enquanto os bandidos reviravam o apartamento em busca de mais bens. De acordo com o boletim de ocorrência, os suspeitos permaneceram no local por horas, chegaram a pedir comida e deixaram a residência por volta das 9h30 do dia seguinte, 22 de setembro de 2025. O caso foi registrado na Delegacia Sede de São Vicente como roubo, estupro, sequestro e cárcere privado.