<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.467886" attr-version="policy:1.467886:1751404238" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.467886/Projeto Canva (1).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Tiros atingiram o rosto e o peito do homem, que estava armado com uma metralhadora (Reprodução)</span></p> <p paraeid="{eba26663-1925-434f-9828-04bc28378eb9}{192}" paraid="1140310805" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Dois <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/policiais-militares-viram-reus-por-executar-homem-durante-operac-o-escudo-no-litoral-de-sp-1.430614">policiais militares acusados</a> de executarem um homem com tiros no rosto e no peito em uma comunidade de Guarujá, durante a Operação Escudo, foram absolvidos pela Justiça. O magistrado entendeu que os agentes agiram em legítima defesa. A decisão, em primeira instância, ainda cabe recurso.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{78}" paraid="878721431" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n" style="color: rgb(0, 136, 204); text-decoration-line: none; font-family: "Lucida Grande", "Lucida Sans", geneva, arial, sans-serif; font-size: 12px; background-color: rgb(238, 238, 238);">Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! </a></p> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{78}" paraid="878721431" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Os agentes haviam sido denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apontou que um dos PMs atirou no rosto do homem já morto. O órgão considerou a ação como um “tiro de confere”, ou seja, para confirmar a execução. A acusação também destacou que os policiais simularam a necessidade de socorro para prejudicar a perícia.</span> </p> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{78}" paraid="878721431" xml:lang="PT-BR">Conforme apurado por <strong>A Tribuna</strong>, agora o MP-SP deve recorrer da decisão.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{88}" paraid="1088758124" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>O caso</strong><br /> O tenente da Polícia Militar (PM) Júlio Cézar dos Santos e o cabo </span>Maykon Willian da Silva foram acusados de matar Wellington Gomes da Silva na Avenida Tancredo Neves, no bairro Sítio Cachoeira, na tarde de 29 de agosto de 2023. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{98}" paraid="313550634" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> teve acesso ao processo e ao boletim de ocorrência do caso. Segundo consta nos documentos, os PMs faziam uma incursão pelo local quando o homem, que estava armado com uma metralhadora, atirou primeiro na direção deles.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{108}" paraid="931252557" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na fuga, segundo os registros, Wellington teria se abrigado em uma casa. Os policiais disseram que entraram no local e balearam o homem, após ele apontar a arma para eles. O cabo relatou que atirou três vezes.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{118}" paraid="825280304" xml:lang="PT-BR"><b>Absolvição</b><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A decisão foi proferida no dia 27 de junho. O juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Guarujá, Edmilson Rosa dos Santos, decidiu pela absolvição dos réus porque, segundo o seu entendimento, "não foram obtidas provas seguras ou razoáveis da ocorrência de crime contra a vida imputado aos corréus, cabendo a absolvição sumária".</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{143}" paraid="1688680206" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na sentença, o juiz comentou que a vítima ter sido alvejada com mais de um disparo dentro do barraco “não autoriza, por si só, a conclusão de que tenha ocorrido uma execução, sobretudo diante do contexto fático e probatório dos autos”.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{153}" paraid="1367190984" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“Conforme narrado de forma coerente pelos policiais envolvidos, a vítima ingressou no barraco armada e em posição de pronto disparo, após já ter efetuado disparos contra a equipe policial momentos antes, mantendo, portanto, situação de perigo atual e iminente mesmo no interior da residência.”, destacou o magistrado.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{163}" paraid="91715950" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O juiz pontuou </span>ainda que, em contextos de confronto armado, "com possibilidade iminente de haver disparos contra a guarnição, deve ser tida como legítima a reação policial proporcional para fazer cessar o risco concreto e imediato que o agressor armado representa à integridade física dos agentes públicos e de terceiros, independentemente de estar em via pública ou ingressando armado no interior de um imóvel". </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{173}" paraid="2024915293" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“Não se verifica nos autos qualquer elemento concreto que sustente a tese de execução por parte dos policiais militares. As versões apresentadas pelos agentes públicos são harmônicas, detalhadas e coerentes entre si, descrevendo um contexto de confronto armado prévio, com agressão atual e iminente por parte da vítima, que, segundo as declarações, estava portando arma de fogo longa com bandoleira e posicionada para efetuar disparos no momento da reação policial, mesmo já dentro (do imóvel)”, também pontuou o juiz.</span> </p> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{173}" paraid="2024915293" xml:lang="PT-BR">A decisão de Santos foi tomada com base em depoimentos e nos prontuários médicos do resgate de Wellington. </p> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{173}" paraid="2024915293" xml:lang="PT-BR"><strong>Defesa</strong></p> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{173}" paraid="2024915293" xml:lang="PT-BR">Os advogados Wanderley Alves e Raul Marcolino, que representam os PMs acusados pelo MP-SP, disseram que a absolvição revela o que a defesa sustentou: "Agiram em legítima defesa em face de um indivíduo que atentou contra a vida dos policiais por meio de uma submetralhadora, droga e radiocomunicador".</p> <p paraeid="{1cb4ee3b-fd35-4c35-af4a-b447fe0ac49d}{173}" paraid="2024915293" xml:lang="PT-BR">Segundo os defensores, a acusação é uma "interpretação unilateral" dos autos, sem qualquer respaldo probatório, postura que, de acordo com eles, "deve sempre ser refutada em um processo penal de índole democrática".</p> </div>