Justiça determina prisão de casal suspeito de matar idoso em Mongaguá

O latrocínio aconteceu na casa da vítima de 76 anos; dupla segue foragida

A Justiça decretou a prisão de um casal suspeito de matar um aposentado de 76 anos durante roubo, em Mongaguá. O delegado Luiz Carlos Vieira requereu as ordens de captura após a sua equipe reunir indícios de participação dos acusados. Nilton Melo de Morais, de 24 anos, e Cibele Souza da Silva, de 25, estão foragidos. A jovem e o idoso já mantiveram relacionamento amoroso, conforme revelou a mãe dela.

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Eurico João de Souza Filho era viúvo e foi morto na casa onde residia sozinho, na Avenida Dr. José Munhoz Bonilha, 75, no Balneário Plataforma II. No início da tarde de terça-feira da semana passada (6), um vizinho estranhou o fato de Eurico não atender às suas ligações telefônicas e resolveu ir à casa do aposentado para verificar o que ocorria. A testemunha se deparou com o portão aberto e as luzes acesas.

Ao ingressar no quintal, o vizinho constatou que outras portas também estavam abertas. Morto sobre a cama, Eurico se encontrava amordaçado e com as mãos amarradas, apresentando ainda hematomas no braço e na face. Uma calça preta e um cinto utilizados para imobilizá-lo foram apreendidos. Peritos examinaram essas peças e a residência em busca de pistas dos criminosos.

Crime ocorreu na casa da vítima, em Mongaguá (Foto: Reprodução)

Filmagem e namoro

A equipe do investigador Alexandre dos Santos obteve imagens da câmera de uma empresa situada nas imediações da casa da vítima. A gravação mostra um homem parecido com Nilton passar pelo local à 0h51 do último dia 6. Às 6h25, ele reaparece na filmagem, mas desta vez com uma mulher com características semelhantes às de Cibele. Procurados em suas casas, os suspeitos não foram encontrados.

O pai de Nilton depôs na Delegacia de Mongaguá. Ele disse que o filho lhe confidenciou durante conversa ter entrado em uma casa na Avenida Dr. José Munhoz Bonilha para roubar, após uma “pessoa” lhe informar sobre a existência de um cofre com R$ 30 mil no local. Porém, o acusado teria alegado que não achou o dinheiro e foi embora do imóvel deixando o morador amarrado, sem saber se ele estava vivo ou morto.

De modo informal, a mãe de Cibele contou aos policiais que a filha teve relacionamento amoroso com o aposentado e, após o rompimento, continuou a frequentar a casa dele para realizar faxina. A mulher não soube informar o paradeiro da jovem, justificando que ela costuma ficar vários dias fora de casa sem dar notícias, pois é viciada em drogas. Os policiais também apuram o suposto envolvimento de Nilton com o tráfico.

O juiz João Costa Ribeiro Neto, do plantão judiciário de Itanhaém, decretou no domingo (11) a prisão temporária de Nilton e Cibele. Por ser tratar o latrocínio de crime hediondo, a prazo da custódia cautelar é de 30 dias, podendo ser renovado mais uma vez, por igual período, se a medida for imprescindível às investigações. Depois, com o caso esclarecido, poderá ser pedida a preventiva dos acusados.

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