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Sábado

4 de Julho de 2020

Jovem escapa de estupro ao lutar com ajudante em Mongaguá

Suspeito, de 36 anos, foi detido por populares e levado para a Cadeia Pública de Peruíbe

Um ajudante, de 36 anos, foi autuado em flagrante por estupro porque passou uma toalha ao redor do pescoço de uma jovem na tentativa de arrastá-la até um sobrado, no bairro Jardim Praia Grande, em Mongaguá, na segunda-feira (23) à noite. Durante a investida, o suspeito passou as mãos nos seios da vítima e tentou tocá-la na vagina. Algo mais grave apenas não aconteceu porque a moça entrou em luta corporal com o homem e populares intervieram, detendo-o.

Quando policiais militares chegaram à esquina das ruas Natal e Marechal Deodoro da Fonseca para checar denúncia de estupro, o rapaz já estava detido. Com algumas lesões, ele foi medicado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Agenor de Campos antes de ser conduzido à Delegacia Sede de Mongaguá. O ajudante negou o ataque, alegando que a jovem correu gritando “socorro” provavelmente porque ela se assustou ao vê-lo “doidão”. Ele disse que havia ingerido bebida alcoólica e fumado maconha.

A explicação não convenceu o delegado Luiz Carlos Vieira, que o autuou em flagrante por estupro. Punível com reclusão de seis a dez anos, esse crime se caracteriza com a conduta de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”, conforme o Artigo 213 do Código Penal.

O imóvel para onde o ajudante tentou levar a vítima é um sobrado. Ele disse que “toma conta” do local. Segundo a jovem, no momento do ataque, o suspeito falou “desculpe, mas eu vou ter que fazer isso”. Ao reagir, ela caiu na lama junto com o homem. Após se desvencilhar, a moça pediu ajuda e populares intervieram. Entre as pessoas que prestaram auxílio, está um cunhado do autuado. Uma irmã do rapaz declarou que, logo após o episódio, ele lhe confessou ser verdadeiro o relato da jovem.

De acordo com o delegado, a versão do suspeito está isolada e não possui respaldo, principalmente quando confrontada com os relatos da vítima e da irmã do ajudante. “A prova da existência do crime e os indícios suficientes de autoria decorrem das firmes e coerentes declarações da vítima e da testemunha, irmã do investigado, para quem ele confessou o delito”, destacou Luiz Carlos Vieira. O ajudante foi encaminhado para a Cadeia de Peruíbe.

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