Tia e sobrinho baleados durante a emboscada foram levados ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande (Reprodução e Divulgação/ SPDM) A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande, no litoral paulista, deixou dois feridos. Entre as vítimas está Gustavo Henrique Gonçalves, de 20 anos, que foi atingido por disparos de fuzil enquanto comemorava com a família a progressão para o regime semiaberto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Baleado durante a comemoração com a família Gustavo havia deixado o presídio de São Vicente no mesmo dia da execução de Ruy Ferraz Fontes. Em casa, celebrava a conquista da liberdade parcial quando acabou atingido por tiros. O jovem foi baleado na perna e precisou de atendimento médico imediato. Segundo familiares, ele ainda usava a roupa do sistema prisional no momento em que foi ferido. A tia dele, Samantha Gonçalves Carvalho, também foi baleada, com duas perfurações na perna. Ela contou à TV Tribuna que o sobrinho sofreu fratura e continua internado. Atendimento médico em Praia Grande Após a execução, Gustavo foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Quietude. Mais tarde, segundo a Prefeitura de Praia Grande, ele foi transferido para o Hospital Municipal Irmã Dulce, onde permanece sob cuidados. Samantha também recebeu atendimento no hospital, mas foi liberada em seguida. Prisão e condenação anteriores O jovem havia sido preso em setembro de 2023 e cumpria pena de seis anos e sete meses na Penitenciária Dr. Geraldo de Andrade Vieira, em São Vicente. Em março de 2024, foi condenado por roubo e corrupção de menores. Conforme o processo, ele e quatro adolescentes roubaram uma bolsa que continha pequenas porções de maconha, um moedor de drogas, um soco-inglês e outros objetos. Como foi o crime Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi assassinado na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, pouco depois de deixar o prédio da Prefeitura, onde exercia o cargo de secretário de Administração. Ele havia cumprido expediente normalmente e, minutos antes de sair, chegou a falar por telefone com o procurador de Justiça Márcio Christino. Ao deixar o local, Fontes passou a ser seguido por criminosos em uma caminhonete Hilux. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele dirigia em alta velocidade, tentando escapar da perseguição, quando entrou em um cruzamento e foi atingido por um ônibus. O carro capotou e ficou prensado. Em seguida, três homens armados com fuzis desceram da caminhonete e abriram fogo contra o ex-delegado, que ainda reagiu. A Polícia Civil identificou dois suspeitos de envolvimento no crime por meio de impressões digitais, encontradas em um dos veículos abandonados.