Até o momento, os parentes afirmam que continuam sem qualquer retorno oficial e cobram esclarecimento sobre os elementos ainda em aberto na morte de Marcos de Jesus Venturini em Praia Grande (Reprodução) A família de Marcos de Jesus Venturini, de 18 anos, contesta a versão inicial de suicídio apresentada pela polícia sobre a morte do jovem, encontrado com um tiro na cabeça na segunda-feira da semana passada (3) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso segue registrado como morte suspeita e, segundo apuração da TV Tribuna, parentes afirmam que ainda não receberam qualquer esclarecimento oficial. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com informações apuradas pela emissora, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) divulgado nesta sexta-feira (14) apontou apenas que Marcos foi atingido por um disparo na cabeça. A simplicidade do documento gerou ainda mais questionamentos entre familiares, já que o boletim de ocorrência registra duas cápsulas deflagradas na cena. O segundo disparo, que teria atingido a mão do jovem ainda não foi confirmado. A reportagem de A Tribuna apurou que Marcos foi visto pela última vez por volta da 0h30 de 3 de novembro, segunda-feira da semana passada. Pouco depois, a namorada encerrou o relacionamento por mensagem, e o jovem não voltou a ser visto. Ele só foi encontrado às 10h30 da mesma manhã, na Cidade da Criança, a mais de 20 quilômetros de distância de sua residência, no bairro Caiçara, também em Praia Grande. A distância e as circunstâncias do deslocamento são pontos que levantam dúvidas para a família. Segundo informações apuradas pela TV Tribuna, o advogado que representa os parentes afirma haver inconsistências no caso e defende que outras provas ainda precisam ser analisadas antes de qualquer conclusão. O pai e a madrasta de Marcos relataram falta de respostas e questionaram a condução do caso. O pai disse que o laudo não trouxe elementos como vestígios de pólvora nas mãos ou escoriações pelo corpo. Ele também afirmou que as roupas do jovem desapareceram após a entrada no necrotério. A madrasta reforçou que ninguém da polícia entrou em contato com a família para prestar esclarecimentos ou atualizar sobre o andamento das investigações. Duas missas foram realizadas em memória do jovem, uma em Praia Grande, onde amigos e familiares estiveram presentes, e outra em São Paulo, organizada pela mãe dele. O foco da família permanece na busca por respostas. De acordo com informações apuradas pela TV Tribuna, até o momento, os parentes afirmam que continuam sem qualquer retorno oficial e cobram esclarecimento sobre os elementos ainda em aberto. O caso segue sob investigação.