João Doria confirma Manoel Gatto à frente da Polícia Civil

No cargo desde junho, delegado continua responsável pela Baixada Santista e Vale do Ribeira

Por: Fernando Degaspari & Da Redação &  -  06/01/19  -  17:28
Gatto coloca como meta a instalação de DDMs em cidades como Bertioga, Itanhaém e Jacupiranga
Gatto coloca como meta a instalação de DDMs em cidades como Bertioga, Itanhaém e Jacupiranga   Foto: Nirley Sena/AT

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou que o delegado Manoel Gatto seguirá como responsável pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 6). Entre as metas, estão a instalação de novas Delegacias da Mulher (DDM) e a melhora nos plantões policiais.


No cargo desde junho do ano passado, Gatto continuará responsável por comandar a Polícia Civil em 24 municípios da região, de Bertioga a Barrado Turvo.


“É importante a continuidade no trabalho, porque nós já conhecemos as pessoas. Já passou a fase de adaptação e temos condições de mudar o que tem que ser mudado”, avalia.


Avaliação


O delegado afirma que está satisfeito com a diminuição dos índices de criminalidade publicados em dezembro pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).


“Os números de 2018 indicam que caíram os registros de furtos, roubos, homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte). Todos esses caíram bastante”, diz.


De acordo com o levantamento, houve diminuição de 42,1% nos latrocínios, 31,8% nos roubos de veículos e 19,1 nos roubos em geral. Por outro lado, a quantidade de estupros subiu 44,9%. Os números comparam janeiro a novembro de 2017 com o mesmo período do ano passado.


“Graças a um trabalho em conjunto com a Polícia Militar, também pelas operações que a gente faz. Ladrão preso faz com que o crime diminua. Apesar das carências, das dificuldades, os policiais estão focados no que precisa ser feito”, aponta.


Metas


O delegado Manoel Gatto coloca como principais metas para este ano a instalação de DDMs em cidades como Bertioga, Itanhaém e Jacupiranga, que ainda não contam com o equipamento de proteção.


O aumento da quantidade de policiais nos plantões é outro objetivo do delegado. Segundo ele, isso será feito tirando pessoas do setor administrativo e passando para o operacional.


“Precisamos deixar as delegacias com mais condições de atender a população. A gente reconhece que está precário. Na questão de equipamentos, pessoas e estrutura. As pessoas não podem esperar tanto”, conclui Manoel Gatto.


O início da reforma do prédio do Palácio da Polícia, em Santos, também está nos planos. O projeto executivo está pronto e foi aprovado por todos os órgãos competentes. A obra custará R$ 28 milhões e precisa da autorização do Governo de São Paulo para começar.


Questionado sobre o que pensa de ações do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa (Alesp) para endurecer leis, o delegado preferiu não apontar nenhuma medida.


“Já está melhorando com esse ânimo dos governos Federal e do Estado, com esse olhar para a segurança pública, que sempre foi deixada em segundo plano. As pessoas só criticam, apontam que não está bom, mas não se discute o tema. Vejo uma grande mudança porque as pessoas estão discutindo segurança pública”, conclui o delegado Manoel Gatto.


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