[[legacy_image_6834]] O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou que o delegado Manoel Gatto seguirá como responsável pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 6). Entre as metas, estão a instalação de novas Delegacias da Mulher (DDM) e a melhora nos plantões policiais. No cargo desde junho do ano passado, Gatto continuará responsável por comandar a Polícia Civil em 24 municípios da região, de Bertioga a Barrado Turvo. “É importante a continuidade no trabalho, porque nós já conhecemos as pessoas. Já passou a fase de adaptação e temos condições de mudar o que tem que ser mudado”, avalia. Avaliação O delegado afirma que está satisfeito com a diminuição dos índices de criminalidade publicados em dezembro pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). “Os números de 2018 indicam que caíram os registros de furtos, roubos, homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte). Todos esses caíram bastante”, diz. De acordo com o levantamento, houve diminuição de 42,1% nos latrocínios, 31,8% nos roubos de veículos e 19,1 nos roubos em geral. Por outro lado, a quantidade de estupros subiu 44,9%. Os números comparam janeiro a novembro de 2017 com o mesmo período do ano passado. “Graças a um trabalho em conjunto com a Polícia Militar, também pelas operações que a gente faz. Ladrão preso faz com que o crime diminua. Apesar das carências, das dificuldades, os policiais estão focados no que precisa ser feito”, aponta. Metas O delegado Manoel Gatto coloca como principais metas para este ano a instalação de DDMs em cidades como Bertioga, Itanhaém e Jacupiranga, que ainda não contam com o equipamento de proteção. O aumento da quantidade de policiais nos plantões é outro objetivo do delegado. Segundo ele, isso será feito tirando pessoas do setor administrativo e passando para o operacional. “Precisamos deixar as delegacias com mais condições de atender a população. A gente reconhece que está precário. Na questão de equipamentos, pessoas e estrutura. As pessoas não podem esperar tanto”, conclui Manoel Gatto. O início da reforma do prédio do Palácio da Polícia, em Santos, também está nos planos. O projeto executivo está pronto e foi aprovado por todos os órgãos competentes. A obra custará R\$ 28 milhões e precisa da autorização do Governo de São Paulo para começar. Questionado sobre o que pensa de ações do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa (Alesp) para endurecer leis, o delegado preferiu não apontar nenhuma medida. “Já está melhorando com esse ânimo dos governos Federal e do Estado, com esse olhar para a segurança pública, que sempre foi deixada em segundo plano. As pessoas só criticam, apontam que não está bom, mas não se discute o tema. Vejo uma grande mudança porque as pessoas estão discutindo segurança pública”, conclui o delegado Manoel Gatto.