Segundo a defesa, com o avanço das investigações foi confirmado que Jaguar, Fofão e Matemático não participaram da execução de Ruy Ferraz Fontes (Arquivo pessoal/ Adonirã Correia) Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, deixou o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na noite desta sexta-feira (14) acompanhado dos advogados Adonirã Correia e Abraão Martins. Também foram liberados Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, e Danilo Pereira Pena, o Matemático. Os três tinham sido detidos durante a investigação sobre a execução do ex-delegado-geral e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, ocorrida em 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um vídeo registrado logo após a saída do grupo mostra os investigados ao lado da defesa, ainda na calçada do DHPP. Nas imagens, Matemático aparece dizendo “A justiça foi feita”, enquanto Fofão completa: “Graças a Deus”. Os dois estão ao lado de Jaguar e dos advogados. (Veja vídeo mais abaixo) A defesa afirma que a revisão detalhada do material do inquérito foi determinante para a liberação. “A defesa ao debruçar nos autos conseguiu verificar de forma minuciosa quais provas poderiam provar a inocência do Rafael, e de forma incisiva conseguiu as provas e, ao juntar no processo, não ocorreu nenhum lastro de dúvidas de que o Rafael nunca teve quaisquer participação na morte do delegado, logo, a justiça foi feita e a liberdade concedida”. -Veja o vídeo (1.488608) Segundo o advogado, o avanço das investigações confirmou que os três não participaram da execução. “As investigações concluíram que eles não têm ligação alguma com a morte do delegado”. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o DHPP concluiu a primeira fase do inquérito. O relatório inicial indicia 12 pessoas por participação direta e indireta no crime, além de pedir a prisão preventiva dos envolvidos por homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração de organização criminosa. Segundo a pasta, os suspeitos que tiveram a prisão preventiva negada pela Justiça responderão em liberdade, mas com medidas cautelares impostas, como monitoramento por tornozeleira eletrônica. As investigações prosseguem.