Roseval Sales de Oliveira, de 72 anos, morreu no domingo (3) após trocar tiros com policiais militares no prédio onde vivia, no bairro Canto do Forte, em Praia Grande (Reprodução/Redes Sociais) Uma das filhas do empresário que morreu após trocar tiros com a Polícia Militar (PM) no domingo (3), em Praia Grande, litoral de São Paulo, lamentou a perda nas redes sociais e atribuiu ao álcool a culpa pelas atitudes do pai. O tiroteio aconteceu no apartamento onde ele vivia, em um condomínio de luxo no bairro Canto do Forte. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na publicação, a filha descreveu Roseval Sales de Oliveira, de 72 anos, como um homem trabalhador, honesto e dedicado à família, que “nunca prejudicou ninguém, a não ser ele mesmo”, em referência ao alcoolismo que enfrentava. “Era um homem incrível, com muitos valores, mas infelizmente o álcool ganhou mais essa”, escreveu. Ela disse perdoar o pai: “Tenho certeza de que, onde ele está, está arrependido e pedindo perdão a Deus e a nós também”. O episódio começou horas antes, na casa dessa filha, de 31 anos, onde Roseval fez disparos de arma de fogo. Segundo o boletim de ocorrência, ele havia discutido com ela em uma padaria no bairro Tude Bastos, ameaçando-a. Pela manhã, também teria discutido e ameaçado outra filha, de 25 anos, com quem morava. Os tiros chegaram a atingir o quarto dos netos, mas ninguém se feriu. Após o ataque à residência, as duas filhas registraram ocorrência na delegacia. À Polícia Civil, a filha mais nova detalhou que, além do alcoolismo, o pai fazia uso de medicamentos controlados e, por vezes, tinha surtos. Enquanto prestavam depoimento, souberam que a polícia estava no condomínio do pai. De acordo com o porteiro, Roseval chegou de carro, alterado, e subiu para seu apartamento, no 19º andar. Policiais militares foram até a porta e chamaram por ele. Ao abrir parcialmente, ele percebeu a presença da equipe e tentou fechar, mas foi impedido por um agente com escudo balístico. Nesse momento, efetuou dois disparos; um atingiu o escudo e outro, o teto. A PM reagiu e, em seguida, o empresário conseguiu fechar a porta. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado e entrou no imóvel, encontrando Roseval caído, já sem vida. No local, foram apreendidas armas de fogo ilegais, munições e facas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a perícia foi acionada, e o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, ameaça, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, legítima defesa e homicídio tentado, na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.