Prova de vida é feita pelo INSS mediante cruzamento de dados do beneficiário (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil) Um idoso de 70 anos, morador de Peruíbe, no litoral de São Paulo, foi vítima de um golpista. Por telefone, o estelionatário teria se passado por funcionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e fingido executar a prova de vida do homem. Mas, após o aposentado informar sua chave Pix (o número do seu celular), o falso atendente conseguiu realizar transferência, no valor de R\$ 1.620,00, não autorizada. A situação deixou a vítima sem chão. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Se eu encontro quem fez isso pessoalmente, não sei o que faço", esbraveja o idoso, que não quis ser identificado, por questão de segurança. Segundo ele, a abordagem via telefone foi rápida, mas suficiente para executar o golpe. “Ele tirou o dinheiro da minha conta sem eu perceber. Estava em uma loja pagando uma prestação, onde entreguei o cartão, e me disseram que não havia saldo”, conta. O idoso chegou a fazer um boletim de ocorrência sobre o caso e levou a uma agência do banco onde recebe a aposentadoria para tentar reaver a quantia perdida. Segundo ele, o documento policial sequer foi olhado pelos funcionários da instituição financeira. “A prova de vida acabou sendo uma armadilha. Achei que era uma pessoa do próprio INSS falando comigo. Entrei na dele. Quando falou que ia atualizar meus dados, o dinheiro saiu da conta. Depois disso, não consegui mais falar com ele. Deixou apenas R\$ 20,00 na conta”, lamenta. Prova de vida De acordo com o INSS, desde janeiro de 2023, cabe ao órgão comprovar que o beneficiário está vivo. Para isso, recebe dados de outros órgãos públicos federais, preferencialmente biométricos, para realizar cruzamento de dados de cidadãos e cidadãs. Essas informações são cruzadas com outras que constam na base do Governo Federal. Apesar de não ser mais obrigatório, a pessoa pode fazer a sua prova de vida como nos anos anteriores. Ou seja, indo a uma agência da rede bancária ou preferencialmente utilizando o meio a distância para aqueles bancos que oferecerem a funcionalidade pela biometria digital ou utilizando o Meu INSS.