Durante a vistoria, a idosa percebeu que o apartamento havia sido depredado e furtado pelo inquilino (Arquivo pessoal) A idosa de 74 anos que teve o apartamento depredado e furtado por um inquilino despejado por inadimplência, na Vila Tupi, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, afirma estar deprimida e transtornada. O motivo, segundo ela, é a falta de suporte do QuintoAndar, plataforma pela qual o locatário havia alugado o imóvel. Com o ocorrido, o prejuízo foi estimado em cerca de R\$ 2.800. Em nota, a empresa diz que busca solução para o caso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A vítima, Orlinda Ferreira Machado Goduto, percebeu os danos e o furto ao realizar uma vistoria no apartamento, após o despejo do inquilino, que ficou quase três anos sem pagar aluguel. Ela afirma que não recebeu apoio da plataforma de locação de imóveis. “Estou devastada e deprimida com a situação de depredação do imóvel alugado pelo QuintoAndar, que, até o momento, não se pronuncia em me ajudar e ressarcir os danos causados pelo inquilino. Confiei na plataforma para evitar dissabores e, no final, tive a maior decepção. O QuintoAndar, até o momento, não me deu nenhuma segurança, nem cobertura pelos estragos no apartamento”, desabafa a idosa. Ela conta que pretende registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil em breve e que irá à Promotoria Pública nesta quinta-feira (18) para tentar resolver a situação. Segundo Orlinda, ela tem passado dificuldades, pois tem deficiência de mobilidade no quadril esquerdo, não dirige mais fora de Santo André, onde mora, e sofre de síndrome do pânico em algumas situações, estando em tratamento com psiquiatra e psicóloga. “O inquilino deixou o apartamento sem condições de moradia e aluguel. Um imóvel novo, que ficou sem condições de habitação por falta de cuidados e respeito”, diz. A proprietária afirma ainda que colocou o apartamento para alugar por necessidade financeira. Relembre o caso De acordo com o contrato de locação obtido por A Tribuna, o inquilino começou a ocupar o imóvel em setembro de 2022. No entanto, segundo Orlinda, ele deixou de pagar o aluguel, o que motivou o despejo em agosto deste ano. Durante a vistoria, a proprietária constatou que móveis, eletrodomésticos e até o suporte da TV haviam sido levados pelo inquilino. Além disso, vários itens da casa estavam quebrados, danificados ou enferrujados. Posicionamento O QuintoAndar informou que está em contato direto com a cliente e “trabalha ativamente para garantir uma solução justa e satisfatória para o caso”. “Estamos empenhados em garantir que a proprietária receba todo o suporte necessário para uma jornada tranquila”, diz a empresa, em nota. A plataforma acrescentou: "O processo de reparos exige que algumas etapas obrigatórias sejam seguidas e, neste momento, estamos aguardando que a cliente nos envie os orçamentos necessários para que possamos dar continuidade à sua solicitação. A cliente confirma estar ciente e de acordo com os próximos passos".