O momento em que a idosa discute com os carrinheiros (Reprodução) Uma idosa, ainda não identificada, causou uma verdadeira confusão na Praia da Aparecida, em Santos, após ter sido repreendida por ter soltado seu cachorro sem coleira e o animal ter urinado em uma barraca de alimentos. As vítimas contam que a acusada agrediu três pessoas e deixou o cão atacá-las. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme relato de uma das vítimas, os envolvidos acreditam que seja a mesma idosa que foi filmada fazendo ofensas de cunho racista a um motorista de 25 anos na última terça-feira (29), o que, até o momento, não foi confirmado pela Polícia Civil. Nas imagens, a mulher afirma que ele merecia levar chibatadas no lugar dos antepassados, em alusão ao período da escravidão. O caso na barraca de alimentos aconteceu no dia 9 de março, na altura da Avenida Bartolomeu de Gusmão, em Santos, e foi registrado no 3º Distrito Policial (DP). A dona do carrinho contou à Polícia Civil que estava terminando a sua jornada de trabalho, desmontando a estrutura da barraca, quando viu a idosa passando pelo local em uma bicicleta. A mulher, que a vítima conhecia apenas de vista, estava acompanhada de um cachorro de porte médio e o animal se encontrava solto, sem guia ou focinheira, conforme o boletim de ocorrência. Em seguida, o cão teria se aproximado da barraca e urinado nas cadeiras, o que motivou a sócia e o pai da vítima a tentarem afastar o cachorro. Entretanto, a tutora desceu da bicicleta e passou a ofender o pai da vítima, alegando que ele teria agredido o animal. De acordo com o registro policial, a idosa avançou e começou a dar tapas no homem. A filha dele interveio para acalmar todos os envolvidos, mas a acusada passou a agredi-la fisicamente, com tapas. Ela descreveu ter tentado conter a idosa a segurando e pedindo para que se acalmasse. Em meio à confusão, o cachorro teria investido contra a vítima, mordendo a perna esquerda dela diversas vezes e causando um ferimento na parte lateral superior da coxa. Por isso, soltou a idosa, que voltou a bater nas pessoas, incluindo a afilhada da dona da barraca, que tentava conter a situação. Apenas quando pessoas que presenciaram o ocorrido apareceram que a agressora subiu na bicicleta e foi em direção ao Canal 6. Mas, poucos minutos depois, ela retornou exaltada e gritando com as vítimas, as chamando de “covardes” e “maltratadores de animais”. A dona da barraca disse que, em determinado momento, a idosa perdeu o equilíbrio e caiu sozinha sobre a areia. O pai da vítima, compadecido, tentou ajudá-la a se levantar, mas foi novamente agredido com tapas. A filha teve que intervir e afastar a agressora do local. Enquanto isso, a população chamou a Polícia Militar (PM). Antes de ir embora, a idosa pegou um pedaço de madeira e tentou atingir a dona da barraca, mas não conseguiu. Ela foi embora dizendo que voltaria posteriormente. Registro e consequências À autoridade policial, a vítima manifestou o desejo de registrar os fatos por temer novas abordagens e também para que a idosa parasse com esses comportamentos, além de começar a sair com o cachorro usando coleira e guia. Sobre o ocorrido, a vítima apresentou um vídeo com parte da confusão e receituário dos medicamentos que está utilizando por conta das mordidas sofridas pelo cão. Também informou que não ficaram marcas aparentes dos tapas que recebeu da idosa, mas ainda está em tratamento com vacinas contra raiva e tétano, o que causou o afastamento temporário do trabalho. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) divulgou que a ocorrência foi registrada como injúria e omissão de cautela na guarda ou condução de animais. As vítimas foram orientadas quanto ao prazo de seis meses para representação criminal.