Kaique Coutinho, o 'Chip', foi condenado nesta quarta-feira (27) (Reprodução) O Tribunal do Júri de Santos condenou nesta quarta-feira (27) Kaique Coutinho do Nascimento, conhecido como “Chip”, a 24 anos, 3 meses e 15 dias de prisão, além de 18 dias-multa, pelo assassinato do policial militar Samuel Wesley Cosmo, de 35 anos. O julgamento ocorreu no plenário do Fórum de Santos e foi presidido pelo juiz Alexandre Betini. O crime, cometido em fevereiro de 2024, resultou na segunda fase da Operação Verão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a sentença, Kaique foi condenado por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e de forma que impossibilitou a defesa da vítima. Também, por envolvimento com organização criminosa, enquadrado nos artigos 1º e 2º da Lei 12.850/2013. O crime O caso ocorreu em 2 de fevereiro de 2024, durante patrulhamento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) no bairro Bom Retiro, em Santos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Samuel Cosmo foi surpreendido em uma viela e atingido por um disparo no rosto. O policial chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O ataque foi registrado pela câmera corporal do agente, e as imagens foram determinantes para o processo. Kaique foi apontado como autor do disparo e, segundo a acusação, teria agido a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC). Prisão e julgamento Após o crime, o réu ficou 12 dias foragido, até ser localizado em 14 de fevereiro, em Uberlândia (MG), onde tentava se esconder em um imóvel usado para o tráfico de drogas. A captura ocorreu após o governo de São Paulo oferecer recompensa de R\$ 50 mil por informações sobre seu paradeiro. Kaique foi transferido para a Penitenciária I de São Vicente e permaneceu em prisão preventiva até o julgamento. Em agosto de 2024, a Justiça decidiu levá-lo a júri popular, reconhecendo indícios suficientes de autoria e materialidade. Operação Verão A morte do policial desencadeou a segunda fase da Operação Verão, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na Baixada Santista. Em poucos dias, mais de 20 suspeitos foram mortos em confrontos. Entre eles estava Allan de Morais Santos, o “Príncipe”, sobrinho de um dos chefes do PCC. A ação também resultou na prisão de integrantes da facção, como Karen de Moura Tanaka, acusada de cuidar da lavagem de dinheiro do grupo.