José Roberto Melo dos Santos, conhecido como Betinho, foi reconhecido como o autor dos disparos que matou o estudante e feriu o pai dele (Reprodução e Marcela Damore/TV Tribuna) A Polícia Civil identificou o homem que matou a tiros o jovem Matheus Jesus e Silva, de 19 anos, e feriu o pai dele durante uma briga de trânsito em Praia Grande, no litoral de São Paulo. José Roberto Melo dos Santos, conhecido como Betinho, de 39 anos, foi reconhecido pelo pai da vítima, de 47 anos, ainda no hospital. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme informações apuradas pela TV Tribuna, a Justiça decretou a prisão temporária do acusado, que, até o momento, está foragido. O caso ocorreu no Bairro Trevo, por volta da 0h35 do último dia 21. O pai de Matheus relatou à polícia que, ao chegar em casa com a família e enquanto manobrava o veículo para entrar na garagem, o motorista de um Hyundai Tucson se irritou, pois queria passar. Isso deu início a uma discussão. Segundo o relato, o motorista do Tucson teria ofendido sua esposa, momento em que ele revidou com um tapa no rosto do condutor. Em seguida, entrou em casa, pegou um porrete e partiu em direção ao motorista do utilitário esportivo. Em resposta, o motorista do Tucson atirou contra o homem e também em seu filho, um estudante de 19 anos que o acompanhava. O autor dos disparos fugiu logo depois. Pai e filho foram socorridos e encaminhados a unidade de saúde. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Autor do crime identificado Em entrevista à TV Tribuna, o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, Luiz Ricardo Lara, afirmou que imagens de câmeras de monitoramento ajudaram a identificar o veículo envolvido no crime. A investigação cruzou essas imagens com depoimentos de testemunhas e informações recebidas por meio do Disque Denúncia. Com isso, a Polícia Civil chegou à identificação do autor do crime: Betinho. A foto dele foi apresentada ao pai do estudante, que o reconheceu ainda no hospital, após ter sido baleado no braço. Ajuda da população Em entrevista para A Tribuna, o delegado pediu ajuda da população com informações sobre o paradeiro de Betinho. “A Polícia Civil espera que a população de bem, a sociedade ordeira na qual vivemos, impulsione denúncias, não só pelo 181, como também pelo Webdenúncia”. Morava próximo ao local do crime Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que Betinho morava a cerca de 200 metros do local onde o crime aconteceu. “Hoje, o imóvel já está ocupado por outras pessoas. Isso mostra claramente sua intenção de fugir da responsabilização penal”.