Umberto Alberto Gomes (à direita), de 39 anos, era procurado pela Justiça; a Polícia encontrou a digitais dele dentro de uma casa usada pelos criminosos em Mongaguá (Divulgação/Polícia Civil e Reprodução) Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, oitavo suspeito de participar da execução do ex-delegado-geral de Polícia e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, foi morto na manhã desta terça-feira (30), no Estado do Paraná, durante um confronto com a polícia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que, em conjunto com a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), realizou uma operação na manhã desta terça-feira (30), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Umberto morreu em confronto com a polícia. Ainda de acordo com a Pasta, com a expedição do mandado de prisão pela Justiça, ele fugiu para Curitiba (PR), onde foi localizado por equipes de investigação. Durante a abordagem, reagiu e acabou baleado, não resistindo aos ferimentos. Conforme apurado pela TV Globo, policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) estavam no Paraná desde sábado (27), em busca do foragido da Justiça. Gomes era o oitavo suspeito de envolvimento na execução de Ruy Ferraz Fontes. Ele foi identificado após a Polícia Civil encontrar suas digitais em uma casa utilizada pelos criminosos, localizada em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Conforme noticiado por A Tribuna, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que, na última terça-feira (23), a Justiça expediu um mandado de prisão contra ele. Casa em Mongaguá A Polícia Civil descobriu uma segunda casa que teria sido usada pelo grupo criminoso responsável pela execução do ex-delegado-geral de Polícia e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes. O imóvel fica em Mongaguá, cidade vizinha de Praia Grande, onde o crime ocorreu. Conforme apuração da TV Globo, durante as investigações, os policiais conseguiram identificar o imóvel no litoral de São Paulo. No local, eles coletaram diversas impressões digitais, que serão analisadas e comparadas às encontradas em outra casa identificada em Praia Grande. Investigação O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue apurando, rigorosamente, todas as circunstâncias do caso. Até o momento, quatro suspeitos estão presos, incluindo o homem apontado pelas investigações como um dos possíveis autores dos disparos que atingiram o delegado. Outros três continuam foragidos e são procurados. Relembre o caso Ruy Ferraz Fontes, delegado aposentado e então secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande, foi assassinado a tiros na noite do último dia 15, após o expediente. Para as autoridades policiais, não há dúvidas quanto ao envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no crime. O ex-delegado-geral foi jurado de morte pela facção criminosa e já havia sido alvo de um plano de execução descoberto em 2019, após a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção, para um presídio federal. Ainda falta esclarecer se o assassinato de Ruy Ferraz Fontes foi uma retaliação do crime organizado devido à sua atuação na Polícia Civil, ou se está relacionado ao cargo que ocupava como secretário em Praia Grande.