Gutemberg era procurado desde 2022 pela morte da adolescente Ágata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, encontrada em estado de decomposição no quintal de casa em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo (Reprodução e Dione Aguiar/ Arquivo/ TV Tribuna) O foragido da Justiça, Gutemberg Peixoto Alves de Souza, de 45 anos, foi preso enquanto pescava em um lago de Tatuí, na Região Metropolitana de Sorocaba (SP), na manhã deste domingo (1°). O homem era procurado desde 2022, pela acusação de matar e enterrar o corpo da própria filha, de 17 anos, no quintal de casa, em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Prefeitura de Tatuí, as equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) foram até a Praça Mário Cóscia, no Jardim Wanderley, por volta das 11h10, para averiguar uma possível pesca predatória no local. O pedido de apuração foi solicitado pelo Centro de Operações e Despacho (COD). Durante a abordagem, os guardas identificaram um homem que forneceu informações pessoais com divergências. Diante da situação, ele foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para exame de integridade física, que não constatou alterações. Posteriormente, o homem foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Durante a checagem detalhada de seus dados, os policiais civis constataram que ele era um foragido da Justiça, procurado por homicídio cometido em 2022, em Ilha Comprida. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o homem foi preso no plantão da Delegacia de Polícia de Tatuí, onde permaneceu à disposição da Justiça. A Tribuna não conseguiu localizar a defesa de Gutemberg, mas o espaço segue aberto para manifestações. Filha morta e enterrada O corpo da estudante Ágata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, foi encontrado enterrado em estado de decomposição no quintal da casa onde morava na Rua Caxambu, no bairro Balneário Britânia, em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, no dia 11 de novembro de2022. Conforme noticiado por A Tribuna, o tio da vítima registrou uma ocorrência sobre o desaparecimento da adolescente, alegando que sua sobrinha morava com o pai quando sumiu. Vizinhos afirmaram que a última vez que a menina teria sido vista foi em outubro de 2021. No boletim de ocorrência, o tio relatou que, segundo o pai da menina, Ágata teria ido com ele para Itanhaém e que ela foi morar na casa da mãe biológica. Entretanto, quando a família procurou por notícias, a mãe informou que a estudante nunca esteve com ela, o que causou estranheza. Questionado novamente, o pai mudou sua versão e disse que a filha tinha se mudado para Sorocaba com um rapaz e nunca mais deu notícias. Desde então, segundo testemunhas, ela parou de usar as redes sociais e não entrou em contato com ninguém. Pai é suspeito As investigações apontaram Gutemberg Peixoto Alves de Souza, o pai de Ágata, como o principal suspeito pela morte da adolescente. O delegado responsável pelo caso, Carlos Eiras, informou na época para A Tribuna que um mandado de prisão temporária seria expedido contra ele. Uma conhecida da vítima, que preferiu não ser identificada, afirmou na época para a reportagem que Ágata foi criada pela avó, mas foi morar com o pai há alguns anos. Também disse que o acusado era muito ciumento e não deixava a filha namorar. “Ele trabalhava de ajudante de pedreiro em Ilha Comprida. O jeito dele era estranho, de poucos amigos, pouca conversa”. A conhecida também contou que o pai era solteiro e já havia namorado anteriormente. Na ocasião, a ex-companheira dele se separou após descobrir um suposto assédio dele contra Ágata. “Após esse episódio, a mulher denunciou o caso, e talvez seja por isso que repercutiu”.