Emerson dos Santos Feijó (à esquerda) foi condenado após matar a ex-companheira, Sandra de Souza (à direita). O crime aconteceu em fevereiro de 2024, no bairro Pinheiros, em Apiaí, no Vale do Ribeira (Reprodução/ Redes sociais) Emerson dos Santos Feijó, de 27 anos, foi condenado a 42 anos de prisão por matar a ex-companheira, Sandra Monteiro de Souza, de 18, e a cadela da família, além de tentar assassinar a ex-sogra a facadas. Os crimes ocorreram em Apiaí, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. A sentença foi proferida no último dia 25, após julgamento pelo Tribunal do Júri. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na madrugada de 12 de fevereiro de 2024, Emerson foi até a casa onde Sandra morava com a família, no bairro Pinheiros, com a intenção de reatar o relacionamento. Após ouvir uma negativa da jovem, ele pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra ela. Sandra foi atingida na nuca, cervical, braço esquerdo, peito e pelve. O júri, composto por sete jurados, decidiu por maioria que Emerson era culpado pelos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio e maus-tratos. A pena total foi fixada em 42 anos, 1 mês e 18 dias de reclusão, em regime fechado. A Justiça também determinou que o réu fique proibido de manter a guarda de animais durante o mesmo período da condenação pelo crime de maus-tratos — equivalente a 2 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão —, além do pagamento de 14 dias-multa, no mínimo legal. Defesa A advogada que representa Emerson, Kele Aparecida Carriel Leandro, afirmou, em nota, que seu cliente confessou espontaneamente o assassinato de Sandra e que há provas da autoria e materialidade do crime. Contudo, a defesa informou que vai recorrer das decisões que o condenaram pelos outros crimes. Segundo a advogada, o réu nega ter tentado matar a ex-sogra e, por isso, a defesa entende que a condenação correta seria por lesão corporal. Em relação ao crime de maus-tratos, a representante legal de Emerson alega que ele não tinha conhecimento da violência cometida contra o animal até o momento do julgamento. A defesa declarou ainda que respeita a decisão do júri popular, ressaltando a repercussão do caso na comarca de Apiaí e região, mas argumenta que seu cliente não deve ser responsabilizado por crimes que nega ter cometido. Mulher foi morta enquanto segurava o filho No momento do ataque, Sandra segurava o filho que teve com Emerson, um bebê de menos de 1 ano de idade na época. A criança não foi ferida. A mãe da vítima, uma idosa, tentou intervir e também foi atingida com facadas nas costas, cervical e braço direito. A cadela da família, que tentou defender as tutoras, foi brutalmente agredida com golpes de faca, socos e chutes. O animal teve o olho arrancado, mandíbula fraturada e múltiplas lacerações pelo corpo e na língua, e morreu agonizando no local. Sandra chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e foi levada ao pronto-socorro (PS), mas não resistiu aos ferimentos. Sua mãe também foi encaminhada para atendimento médico. Emerson fugiu do local, porém foi localizado e preso pela Polícia Civil três dias após o crime.