Felipi deverá cumprir comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, não poderá sair da comarca de Santos ou mudar de endereço sem autorização judicial (g1 Santos e Região) A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, revogou a prisão preventiva de Felipi Macedo Rocha de Queiroz, acusado de tentar matar seis policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) durante uma operação na Baixada Santista, em janeiro de 2021. A decisão foi tomada quase cinco anos após o crime e substitui a prisão por medidas cautelares. A Tribuna teve acesso à decisão judicial. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Felipi estava preso desde janeiro de 2021, quando foi detido durante uma operação em uma comunidade de Santos. Na ocasião, equipes do Baep apuravam uma denúncia anônima sobre o paradeiro do policial militar Bruno de Oliveira Gibertoni, que estava desaparecido e foi encontrado morto posteriormente. Durante a ação, os policiais foram surpreendidos por disparos de arma de fogo ao se aproximarem de uma ponte. Os suspeitos fugiram em duas embarcações, sendo que uma delas seguiu em direção a Cubatão. Houve perseguição pelo canal e, durante a tentativa de interceptação, outra equipe do Baep também passou a ser alvo de tiros, que foram revidados. Ainda segundo as investigações, dois suspeitos pularam da embarcação para tentar fugir a nado. Um deles, Wallace dos Santos Dorvalino, continuou atirando contra os policiais, foi baleado e morreu no local. O outro suspeito era Felipi, que se rendeu. Dentro das embarcações, os policiais apreenderam entorpecentes, armas e materiais relacionados ao tráfico de drogas. Tribunal do Júri Felipi foi denunciado por tentativa de homicídio contra seis policiais militares e tráfico de drogas, tornando-se réu em ação penal de competência do Tribunal do Júri. No entanto, o julgamento nunca foi concluído. Desde 2021, a sessão em plenário foi adiada quatro vezes, todas a pedido da defesa. Em dezembro de 2025, o júri chegou a ser iniciado, mas acabou interrompido após a ausência de dois policiais que figuram como vítimas no processo. O Ministério Público informou que abriria mão dos depoimentos, mas a defesa insistiu na oitiva dos agentes, o que levou à remarcação do julgamento para o dia 4 de março de 2026. Revogação da prisão Diante do tempo prolongado da prisão preventiva, que se aproximava de cinco anos, e da ausência de fatos novos que justificassem a manutenção da custódia, o Ministério Público solicitou a revogação da prisão. O pedido foi acolhido pela juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da Vara do Júri/Execuções da Comarca de Santos. Na decisão, a magistrada entendeu que medidas cautelares são suficientes para assegurar o andamento do processo e a aplicação da lei penal, determinando a expedição de alvará de soltura. Felipi deverá cumprir comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, não poderá deixar a comarca ou mudar de endereço sem autorização judicial e deverá comparecer a todos os atos do processo até a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. O caso segue em andamento na Justiça.