O crime ocorreu em abril de 2022. Camila foi encontrada morta no apartamento do casal, na Vila Mathias, em Santos (Reprodução/ Redes sociais e Reprodução) O julgamento de Emílio Carlos Alves Ramos, acusado de matar a esposa Camila Indame Ramos, de 39 anos, e forjar um suicídio no apartamento do casal em Santos, que aconteceria nesta quarta-feira (29), foi adiado para o dia 11 de março de 2026, às 9h, no Fórum de Santos, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A decisão foi proferida pela juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da Vara do Júri e Execuções Criminais da Comarca de Santos, após a defesa apresentar documentação médica comprovando que uma testemunha do caso está doente e sem voz, o que inviabiliza até mesmo a oitiva por videoconferência. O julgamento que aconteceria três anos e meio após o crime, agora ficou para 2026. Defesa pediu adiamento e Ministério Público concordou De acordo com a decisão judicial, a testemunha apresentou atestados médicos que comprovam seu estado de saúde. A defesa insistiu na oitiva e solicitou o adiamento, pedido que teve concordância do Ministério Público (MP), representado pela promotoria do caso. Com base nisso, o tribunal acolheu o pedido e redesignou o julgamento para março de 2026, determinando também a renovação das intimações e requisições necessárias. Réu continua preso A magistrada manteve a prisão preventiva de Emílio Ramos, considerando que não houve mudança fática nos fundamentos da decisão anterior. O réu permanece detido desde junho de 2023, quando foi preso após a Polícia Civil concluir que ele teria simulado o suicídio da esposa para ocultar o crime de feminicídio. A juíza determinou ainda que, a cada 90 dias, o processo deve ser reavaliado para verificar a necessidade da manutenção da prisão. Relembre o caso O crime ocorreu em abril de 2022. Camila foi encontrada morta no apartamento do casal, na Vila Mathias, em Santos, com um pano enrolado no pescoço. Na época, Emílio acionou a polícia e afirmou ter encontrado a esposa sem vida, alegando que ela enfrentava depressão e fazia uso de zolpidem, medicamento que induz o sono. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas o inquérito conduzido pelo 2º Distrito Policial de Santos apontou indícios de homicídio qualificado. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou lesões em diferentes datas, sinais de asfixia mecânica e ausência de objeto compatível com o suposto enforcamento, o que levou a Polícia Civil a concluir que Camila foi estrangulada e o cenário foi forjado para simular suicídio.