Grupo é detido suspeito de furtar cargas de adubo e cloreto de potássio em São Vicente

Parte da carga pura era separada, enquanto o outro montante era misturado a um pó branco

Quatro homens foram detidos na tarde desta quinta-feira (27), em São Vicente, por suspeita de tentarem furtar parte de uma carga de adubo avaliada em R$ 28.879,71 e de cloreto de potássio granulado, no valor de R$ 38.804,24.

De acordo com a polícia, o grupo tinha um esquema em que batizava os produtos puros com um outro pó branco. O processo era feito em duas betoneiras [equipamento usado para a mistura], que também foram apreendidas, assim como as cargas, dois caminhões, uma retroescavadeira, lacres de segurança e um celular.

Parte do material puro era guardada para a organização criminosa, enquanto os sacos batizados seriam enviados à empresa dona da carga. O caso foi registrado no 3º DP da cidade.

A apreensão ocorreu na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, próximo a um galpão. Os policiais chegaram ao local após denúncia de furto. À distância, observaram a movimentação naquela região e resolveram fazer a abordagem.

Os agentes se aproximaram, entraram no estabelecimento, encontraram o motorista que levou a carga ao galpão, dois suspeitos que se apresentaram como proprietários, além de funcionários, que serão testemunhas do caso.

Aos policiais, os trabalhadores afirmaram que é comum a descarga de fertilizantes vermelhos e de calcário naquele terminal. Eles disseram, inclusive, que haviam recebido ordem para que enchessem alguns “bags” (sacos) com fertilizantes vermelhos e, o restante, que misturassem calcário.

Esse produto batizado seria colocado dentro de um caminhão amarelo. Os profissionais não tinham conhecimento de mais detalhes e, por isso, servirão como testemunhas.

Procurado

Já dentro do galpão, os policiais identificaram outro rapaz que, ao perceber a presença dos agentes, entrou em um caminhão branco, que estava estacionado e carregado com o fertilizante vermelho. A carga foi carregada em São Francisco do Sul (SC) e seria descarregada na empresa lesada.

O suspeito disse aos policiais que estava parado para descansar, mas, quando informado que o local não era um ponto de descanso de caminhoneiros, ele confessou que a carga seria “batizada” antes de seguir para a empresa de fertilizantes.

Em pesquisas na central, os policiais constataram que havia um mandado de prisão contra o motorista, expedido pela 1ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Guarujá. Diante dos fatos, a autoridade policial determinou a elaboração do Auto de Prisão em Flagrante.

Uma representante da empresa furtada esteve no galpão e retirou amostras para análise. Também foi requisitada perícia no local.

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