O golpe do falso advogado aplicado em idoso de Santos foi registrado no 5° Distrito Policial (Guilherme Lucio da Rocha/ Arquivo/ g1) Um idoso de 73 anos, morador de Santos, no litoral de São Paulo, perdeu R\$ 10 mil após cair no golpe conhecido como do “falso advogado”. Segundo o relato da vítima, os criminosos se passaram por sua advogada e informaram que teria valores a receber referentes a um processo judicial supostamente ganho. Para ter acesso ao dinheiro, no entanto, seria necessário realizar um depósito bancário antecipado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu em 6 de janeiro e foi registrado em boletim de ocorrência, ao qual A Tribuna teve acesso. Conforme o documento policial, o idoso compareceu à delegacia após receber mensagens via WhatsApp de uma pessoa que se apresentou como sua advogada. Durante a conversa, a golpista solicitou dados pessoais do idoso e informou que havia custos pendentes de uma ação judicial em andamento. Somente após o pagamento, segundo ela, o valor do processo seria liberado. Quando o homem tentou realizar transferências pelo aplicativo do banco, o sistema inicialmente bloqueou as operações. Mas, quando o valor chegou a R\$ 10 mil, a transação foi concluída. Pouco depois, o idoso percebeu que havia sido vítima de um golpe. Em entrevista para A Tribuna, ele afirmou que os criminosos só não conseguiram esvaziar sua conta porque o banco bloqueou novas movimentações. A vítima desconfia que o crime tenha sido cometido por uma quadrilha organizada, já que os golpistas utilizavam a foto real de sua advogada e tinham conhecimento do número do processo. “Eles pediram os dados da agência e da conta. Eu achei que fosse a doutora e acabei passando. Depois, ela disse que o juiz iria ligar para confirmar as informações. Em seguida, recebi uma ligação de outro número, com o logotipo do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), dizendo que eu tinha ganhado o processo”, relata o idoso. Golpistas ficaram quase duas horas com vítima Segundo o idoso, os golpistas orientaram passo a passo como realizar a transferência e permaneceram em contato por cerca de duas horas, mantendo a vítima convencida de que se tratava de um procedimento legítimo. “Houve várias tentativas, com valores diferentes. Até que consegui fazer o depósito de R\$ 10 mil. Só depois percebi que se tratava de um golpe”, lamenta. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como estelionato no 5º Distrito Policial (DP) de Santos. A pasta esclareceu que a vítima foi orientada sobre o prazo legal para oferecer representação criminal, exigida por se tratar de crime de ação penal pública condicionada à representação. A autoridade policial destacou que permanece à disposição para eventuais esclarecimentos. Alerta do STJ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que tem emitido alertas frequentes sobre golpes que utilizam indevidamente o nome do tribunal, especialmente em tentativas de enganar vítimas para a solicitação de valores em dinheiro.