Caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Itanhaém (Divulgação/Polícia Civil) Um funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços para a rede municipal de ensino de Itanhaém, no litoral de São Paulo, é investigado pela Polícia Civil por um vídeo de cenas sexuais com um adolescente de 16 anos. Conforme apurado por A Tribuna, o caso veio à tona após a mãe de um aluno, de 13 anos, encontrar o vídeo em um tablet que estava com o filho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Até a publicação desta reportagem, A Tribuna não conseguiu contato com a defesa do acusado. De acordo com a apuração, a situação começou quando a mãe do menor de 13 anos encontrou o tablet pertencente ao funcionário entre os pertences do filho. Questionado, o menino disse que o aparelho havia sido emprestado pelo funcionário para ele usar. Quando foi devolver o tablet na escola, a mãe encontrou no aparelho um vídeo que mostra o homem e um adolescente de 16 anos praticando atos sexuais. Segundo apurado junto à polícia, as imagens foram feitas com consentimento do jovem. Para a polícia, o garoto de 16 anos teria afirmado que topou fazer o vídeo e manter a relação, dizendo que gosta de homens mais velhos e que o funcionário curtia jovens. A polícia informou que o crime apurado é a divulgação das imagens íntimas, e não o ato sexual em si, uma vez que foi consentido pelo adolescente. O homem será intimado a prestar depoimento. O caso foi registrado como divulgação de cena de sexo e nudez e corre em segredo de justiça por envolver menor de idade. Posicionamento da Prefeitura Prefeitura se manifestou por meio de suas redes sociais (Instagram/@prefeituradeitanhaem) Em nota, a Secretaria de Educação de Itanhaém informou que tomou conhecimento do caso por meio da Polícia Civil e do Conselho Tutelar. A Administração Municipal afirmou que “os fatos narrados, bem como o vídeo que circula nas redes sociais, não ocorreram dentro de unidades escolares da rede municipal”. A Prefeitura instaurou um processo administrativo para apurar o caso e verificou que o investigado não é servidor público, mas funcionário de uma empresa terceirizada. “Diante da gravidade das acusações, a Secretaria de Educação solicitou o imediato desligamento do profissional, medida que foi prontamente atendida pela empresa contratada”, diz a nota. A Secretaria de Educação reforçou que permanece à disposição das autoridades e colabora com as investigações. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso é investigado por meio de um inquérito policial na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. A autoridade policial já realizou buscas e requisitou perícia no tablet. A SSP-SP acrescentou que não irá divulgar informações operacionais, afirmando que "demais detalhes serão preservados devido à natureza do crime".