[[legacy_image_1179]] O proprietário do bar Baccará, Vitor Alves Karam, e o chefe de segurança do local, Anderson Luiz Pereira Brito, não se apresentaram para a primeira audiência do caso que trata da morte do estudante universitário Lucas Martins de Paula, de 21 anos. O jovem foi espancado por funcionários da casa, em 7 de julho, e morreu no dia 29 do mesmo mês, após ficar internado na Santa Casa de Santos. O processo apura a responsabilidade pelo homicídio do jovem na casa noturna. A audiência é realizada na tarde desta quarta-feira (5), na Vara do Júri de Santos. O julgamento conta com a presença de outros doisdenunciados por homicídio triplamente qualificado: os seguranças Thiago Ozarias Souza e Sammy Barreto Callender, que estão presos. Na sessão desta quarta, serão ouvidas as testemunhas da acusação, da defesa e os réus presentes serão interrogados. [[legacy_image_1096]] Ao final, o juiz Alexandre Betini deverá converter os debates orais para apresentação de alegações por escrito, designando data para que defesa e acusação apresentem as suas alegações escritas. 'Pena máxima' O pai de Lucas, Isaías de Paula, 52 anos, espera que todos os envolvidos na morte do seu filho recebam a pena máxima do júri. "Para que sirva de exemplo e ninguém mais volte fazer isso na nossa região ou em qualquer lugar", justificou. Isaís deseja que os acusados sejam levados a júri popular. O pai do universitário citou a omissão de Vitor Alves Karam no espancamento que vitimou Lucas. "Ele (Vitor) poderia ter evitado que tudo aquilo ocorresse. Uma simples ordem: 'para de bater no menino'. Porque ele pagava para aquele segurança fazer aquilo", finalizou. [[legacy_youtube_2bgplJAJ4Mw]] Casa reabre com outro nome O local onde até julho deste ano funcionava o Baccará reabriuna última sexta-feira (30) no Embaré, em Santos.O nome do novo estabelecimento, Moon Bar & Grill, já estava visível havia alguns dias na fachada do local, que foi totalmente reformado ao longo dos últimos quatro meses. O Moon tem como endereço de funcionamento o número 72 da Rua Oswaldo Cochrane, ao lado do antigo Baccará, que funcionava nos números 64 e 66. Em seu quadro de sócios, há duas pessoas: Bruna Rocha Lima, que é a administradora exclusiva do local, e Vitor Alves Karam, proprietário do Baccará até a suspensão das atividades do local pela Prefeitura de Santos, em julho deste ano.