Ao todo, a operação cumpriu 19 mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em três estados (Divulgação/Polícia Civil) Uma fisioterapeuta, investigada por participação em um esquema de fraude para recebimento indevido do seguro obrigatório DPVAT, foi presa na quinta-feira (14), em Santos, no litoral de São Paulo. A ação fez parte da Operação Sinistro, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Estelionato de Pernambuco, vinculada ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, ela é suspeita de fornecer indevidamente relatórios de avaliação fisioterapêutica e de acupuntura para pessoas supostamente vítimas de acidentes de trânsito, com o objetivo de viabilizar a obtenção fraudulenta de indenizações. O inquérito, instaurado em Pernambuco em março de 2021, investiga crimes de falsidade ideológica, estelionato, corrupção ativa e passiva e uso de documento falso. Segundo as apurações, a organização criminosa utilizava documentos falsos, especialmente laudos médicos e fisioterapêuticos, para obter pagamentos irregulares. Ao todo, a operação cumpriu 19 mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em três estados — Pernambuco, São Paulo e Paraíba — além de determinar a suspensão das atividades e o bloqueio de bens de duas empresas e de ativos financeiros. As ordens judiciais foram expedidas pela Comarca de Glória do Goitá (PE). Segundo os agentes, a ação ocorreu simultaneamente nas cidades de Recife, Carpina, Limoeiro, Paudalho, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe, Belo Jardim, Cachoeirinha, Riacho das Almas, Brejo da Madre de Deus e Arcoverde (PE), Santos (SP) e Cabedelo (PB). Em Santos, a participação do 3º Distrito Policial (DP) contou com seis investigadores e duas delegadas, que cumpriram três mandados de busca e apreensão e o mandado de prisão contra a mulher. Na casa dela, foram apreendidos um carimbo profissional e um notebook com documentos relacionados aos fatos investigados, datados entre 2019 e 2021. Segundo a Polícia Civil, todo o material foi apreendido com preservação da cadeia de custódia e será encaminhado para perícia. Após o interrogatório, a mulher foi encaminhada à Cadeia Pública Feminina de São Vicente, onde permanece à disposição da Justiça.