Segundo a Polícia Civil, a fábrica clandestina funcionava nos fundos de uma casa localizada no Jardim Guaiúba, em Guarujá (Divulgação/Polícia Civil) Uma operação conduzida por policiais civis da Delegacia Sede de Guarujá, no litoral de São Paulo, na manhã de sexta-feira (23), resultou no fechamento de uma fábrica de gelo clandestina e na prisão de um homem de 43 anos, envolvido no esquema. Segundo a Polícia Civil, além dos equipamentos utilizados na fabricação do gelo, foram apreendidos uma arma de fogo, dinheiro e outros dispositivos eletrônicos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A ação teve como alvos dois investigados e três endereços situados em Guarujá, na Baixada Santista, sendo o local principal uma casa no Jardim Guaiúba, onde funcionava a fábrica. Nos fundos do imóvel, os policiais constataram que a fabricação de gelo ocorria sem qualquer autorização legal, sanitária ou ambiental. Ainda conforme a corporação, o trabalho teve apoio da Guarda Civil Municipal (GCM),além de cooperação técnica da Sabesp e da Neoenergia Elektro, concessionária de energia elétrica. Durante a ação, a força-tarefa verificou que a água utilizada na produção tinha origem desconhecida, com indícios de que havia desvio clandestino da rede pública, situação também constatada no fornecimento de eletricidade. A Vigilância Sanitária acompanhou a operação e confirmou a ausência de alvará sanitário, licença de funcionamento e certificação de potabilidade da água. Segunda fase Dando continuidade à operação, os investigadores cumpriram mandados de busca em outros endereços ligados ao caso, entre eles um comércio no Centro de Guarujá. No local, foram encontradas grandes quantidades de gelo com as mesmas características do produto fabricado ilegalmente, o que aponta ligação direta entre a produção irregular e a venda ao consumidor. Técnicos da Sabesp e da Neoenergia Elektro acompanharam novamente a fiscalização e identificaram novos furtos de água e de energia. De acordo com a polícia, as irregularidades configuram crimes relacionados à produção, ao armazenamento e à venda clandestina de gelo, além de fraudes contra serviços públicos, com risco à saúde da população e prejuízo aos cofres públicos. A polícia abriu procedimento para apurar o caso e comunicou os órgãos responsáveis. Um segundo suspeito, de 42 anos, não foi localizado, e a Justiça foi acionada para pedir sua prisão preventiva. As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.